Imagine se você descobrisse que aquele beijo desesperado que deu em um estranho para escapar do seu ex-tóxico, na verdade foi no seu chefe milionário e que esse momento mudaria sua vida para sempre. Aliás, me conta aí nos comentários de onde você está assistindo esse vídeo. Quero saber se tem gente do Brasil inteiro aqui.
E se você está curtindo essa história, não esquece de se inscrever no canal e deixar aquele like maroto que ajuda demais. Agora vem comigo que essa história vai te prender do começo ao fim. As luzes douradas do Hotel Unique São Paulo dançavam sobre os cristais do lustre principal, criando um espetáculo de reflexos que rivaliza com o Skyline iluminado da cidade.
Isabela Santos ajustou nervosamente o vestido preto emprestado da amiga Fernanda, sentindo-se como uma impostora em meio àquela elegância toda. “Você está linda, relaxa”, murmurou para si mesma, observando os executivos bem vestidos conversando animadamente ao redor do salão principal. Aos 20 anos, era a estagiária mais nova da prestigiosa oliveira arquitetura e esta era sua primeira festa da empresa.
Seus dedos tremeram ligeiramente enquanto segurava a taça de champanhe, lembrando-se das palavras de encorajamento de Fernanda. Isa, você merece estar ali. Seu projeto de renovação urbana impressionou todo mundo na faculdade. O barulho familiar de uma risada masculina a fez congelar instantaneamente. Não, não podia ser. Isabela se virou lentamente e seu coração despencou quando viu Lucas Pereira entrando no salão, impecável em um terno cinza, acompanhado de outros executivos.
Seus olhos escuros varreram o ambiente até encontrarem os dela, e um sorriso predatório se espalhou por seu rosto. A sala começou a girar, as memórias invadiram sua mente como uma enchurrada. As discussões, o controle, a traição, os oito meses de manipulação emocional que a deixaram destroçada um ano atrás. Preciso sair daqui”, sussurrou, mas suas pernas pareciam ter virado chumbo.
Lucas começou a caminhar em sua direção, abrindo o caminho entre os convidados com aquela confiança arrogante que ela conhecia tão bem. Isabela entrou em pânico, olhou desesperadamente ao redor, procurando uma saída, um banheiro, qualquer escape. Foi então que viu um homem de costas conversando com um grupo de investidores próximo às janelas panorâmicas. Alto, ombros largos, cabelos escuros, perfeitamente penteados.
Sem pensar duas vezes, Isabela se aproximou e tocou seu braço. “Por favor”, sussurrou urgentemente. “Precisa me ajudar? Pode fingir que somos um casal? É só por alguns minutos. O homem se virou lentamente e Isabela sentiu o ar faltar em seus pulmões.
Seus olhos encontraram um rosto masculino esculpido com precisão artística, maxilar quadrado, olhos cor de mel que pareciam enxergar através de sua alma expressão intrigada, mas não hostil. “E você é?”, perguntou ele, sua voz profunda carregando um sotaque paulistano refinado. Isabela ela respondeu rapidamente, olhando por cima do ombro e vendo Lucas se aproximando. Por favor, ele não pode me ver sozinha.
O desconhecido seguiu seu olhar e imediatamente compreendeu a situação. Havia algo na voz desesperada da jovem que tocou algo profundo em seu peito. “Tudo bem”, disse suavemente, posicionando-se de forma protetora à frente dela.
Lucas chegou até eles no momento exato em que o homem passou o braço pela cintura de Isabela, puxando-a delicadamente para perto de si. Isabela, que coincidência incrível, disse Lucas com falsa animação, mas seus olhos estreitaram ao notar a proximidade dos dois. Não sabia que você viria à festa da oliveira. Lucas, ela conseguiu dizer, sua voz saindo mais firme do que esperava. Este é meu namorado.
O homem ao seu lado estendeu a mão para Lucas com um sorriso cordial, mais gelado. Rafael Oliveira, um prazer. Isabela sentiu um arrepio ao ouvir o sobrenome, mas estava focada demais em controlar seus nervos para processar a informação completamente. Oliveira? Lucas repetiu claramente impressionado.
Da família dona da empresa? Algo assim. Rafael respondeu casualmente, mas Isabela percebeu atenção em sua mandíbula. Lucas forçou um sorriso. Bem, Isa, que bom saber que você superou nossos problemas. Suas palavras carregavam veneno mal disfarçado. Foi nesse momento que Rafael fez algo completamente inesperado, inclinou-se e sussurrou no ouvido de Isabela.
Confia em mim? Ela olhou nos olhos dourados dele e, por algum motivo inexplicável, a sentiu. Rafael a puxou para si e a beijou. Não foi um beijo teatral ou forçado. Foi suave, quente e absolutamente devastador. Isabela sentiu como se o mundo tivesse desaparecido ao redor deles. Seus lábios eram mais macios do que ela imaginou possível, e o sabor de champanhe e algo indefinivelmente masculino a fez se esquecer completamente onde estava.
Quando finalmente se separaram, Lucas havia desaparecido, mas Isabela mal notou. Ela estava perdida nos olhos de Rafael, sua respiração descompassada, as bochechas em chamas. “Eu, desculpa, eu” gaguejou, dando um passo para trás. Não era isso que Obrigada.
E então, para a total surpresa de Rafael, ela saiu correndo, deixando-o sozinho no meio da festa mais importante do ano de sua própria empresa, completamente intrigado e com o sabor dela ainda nos lábios. Enquanto isso, Isabela corria pelos corredores do hotel, seu coração batendo descompassadamente, sem saber que acabara de beijar o homem mais poderoso de sua vida profissional.
Segunda-feira chegou como um furacão de ansiedade para Isabela. Ela havia passado o fim de semana inteiro repassando cada segundo daquele beijo, alternando entre mortificação e uma estranha saudade que não conseguia explicar. Como você pode beijar um completo estranho? Havia se repreendido no domingo à noite, olhando-se no espelho de seu pequeno apartamento na Vila Madalena. Mas não era isso que mais a atormentava.
Era o fato de que por alguns segundos ela havia se sentido completamente segura nos braços daquele homem, mais segura do que se sentia em meses. O escritório da oliveira arquitetura fervilhava com sua energia matinal habitual. Isabela cumprimentou timidamente alguns colegas enquanto se dirigia à sua mesa no setor de estagiários, tentando parecer normal, apesar do caos em sua mente.
“Isa, como foi a festa?”, perguntou Marina, uma das estagiárias mais experientes. Você saiu bem cedo. Foi interessante, Isabela respondeu vagamente, ligando o computador e tentando se concentrar nos projetos pendentes. Às 10 horas em ponto, o Senr. Almeida, o gerente que a havia entrevistado, apareceu em sua mesa. Isabela, reunião semanal em 5 minutos, sala de conferências principal.
Ela assentiu pegando seu bloco de anotações e se juntando aos outros funcionários que caminhavam pelo corredor. A sala de conferências principal era impressionante, com suas paredes de vidro oferecendo uma vista panorâmica de São Paulo e uma mesa de Mógno que comportava facilmente 30 pessoas. Isabela escolheu um lugar discreto no fundo ao lado de outros estagiários, enquanto os funcionários mais graduados ocupavam as cadeiras próximas à cabeceira da mesa.
“Bom dia pessoal”, disse o Senr. Almeida, ajustando os óculos. Antes de começarmos com os projetos da semana, nosso CEO quer falar sobre os resultados da festa de sexta-feira e alguns novos desenvolvimentos. O coração de Isabela acelerou sem motivo aparente. Ela nunca havia visto o CEO pessoalmente. Todas as suas interações haviam sido através do Senr. Almeida. Com vocês, Rafael Oliveira.
A porta se abriu e o mundo de Isabela desabou. Era ele, o homem do beijo. Seus olhos dourados, agora sérios e profissionais, varreram a sala até encontrarem os dela. Por uma fração de segundo, ela viu uma faísca de reconhecimento naqueles olhos, mas ele manteve a compostura perfeita. Isabela, por outro lado, sentiu o sangue drenar de seu rosto.
Suas mãos começaram a tremer e ela as escondeu sob a mesa, agarrando a lateral da cadeira para se manter ereta. “Bom dia, equipe”, disse Rafael. sua voz profunda ecoando pela sala com autoridade natural. Primeiramente quero parabenizar todos pelo sucesso da festa de sexta-feira. Foi uma excelente oportunidade para fortalecer nossas parcerias.
Ele continuou falando sobre metas trimestrais e novos projetos, mas Isabela não conseguia processar uma palavra, só conseguia se concentrar na realidade devastadora. Ela havia beijado seu chefe, o CEO da empresa, o homem que poderia arruinar sua carreira com um simples estalar de dedos. Também gostaria de anunciar algumas mudanças na estrutura dos estágios, continuou Rafael.
E desta vez Isabela forçou-se a prestar atenção. Estaremos implementando um programa de mentoria mais intensivo para identificar talentos excepcionais. Seus olhos encontraram os de Isabela novamente, e, desta vez ele manteve o contato visual por alguns segundos a mais do que seria apropriado em um ambiente profissional.
Alguns de vocês serão selecionados para trabalhar diretamente com a diretoria em projetos especiais. Os critérios serão baseados puramente em mérito e potencial criativo. A reunião continuou por mais 20 minutos, mas para Isabela foi uma eternidade. Cada vez que Rafael falava, ela se lembrava do gosto de seus lábios, do calor de suas mãos em sua cintura, da sensação de segurança que ele havia proporcionado.
Quando a reunião finalmente terminou, Isabela foi a primeira a se levantar, desesperada para escapar. Mas a voz profunda de Rafael cortou o burburinho das conversas. Isabela Santos, poderia ficar um momento? Gostaria de discutir algumas ideias sobre seu projeto de renovação urbana. Ela congelou. Todos os outros funcionários saíram, alguns lançando olhares curiosos em sua direção.
Em questão de minutos, a sala estava vazia, exceto pelos dois. O silêncio que se seguiu foi ensurdecedor. Rafael se aproximou lentamente, suas mãos nos bolsos do terno impecável. Isabela permaneceu rígida próxima à sua cadeira, incapaz de olhar diretamente para ele. Então, disse ele suavemente. Parece que temos algumas coisas para conversar. Isabela finalmente ergueu os olhos e o que viu lá a surpreendeu.
Não havia raiva ou desaprovação. Havia curiosidade, talvez até mesmo gentileza. Senor Oliveira, eu posso explicar?”, começou ela, sua voz saindo como um sussurro. “Rafael”, ele a corrigiu. Depois do que aconteceu na cesta, acho que podemos dispensar as formalidades, não acha? As bochechas dela se incendiaram. Sobre isso, eu sinto muito. Foi completamente inapropriado.
Eu estava desesperada e e precisava de ajuda. Ele terminou por ela contra aquele homem que claramente a estava incomodando. Isabela piscou. Surpresa com sua compreensão. “Lucas é era meu ex-namorado”, ela confessou, as palavras saindo em um sussurro. “Nosso relacionamento terminou muito mal e eu ainda fico nervosa quando o vejo.
” Rafael assentiu lentamente, uma sombra passando por seus olhos. “Ele te machucou?”, não era uma pergunta. Emocionalmente, ela admitiu, surpreendendo-se com sua própria honestidade. Ele era controlador, manipulador. Quando vi ele na festa, entrei em pânico. E se agarrou no primeiro homem que viu, Rafael disse, mas não havia julgamento em sua voz. Não foi assim. Isabela começou, então parou.
Bem, tecnicamente foi exatamente assim. Para sua surpresa, Rafael deu uma risada baixa e rica que fez algo estranho acontecer em seu estômago. Bem, posso dizer honestamente que foi uma das abordagens mais criativas que já recebi. Isabela não sabia se deveria rir ou morrer de vergonha. Eu realmente sinto muito.
Sei que foi completamente inadequado e espero que isso não afete minha posição na empresa. Eu trabalho muito duro. E Isabela? Rafael a interrompeu gentilmente. “Respira.” Ela obedeceu, percebendo que estava falando rapidamente demais. “Você não está com problemas”, ele continuou. “Na verdade, fiquei impressionado com sua coragem.
Não deve ter sido fácil pedir ajuda a um estranho.” “Bem, o senhor parecia confiável”, ela disse. “Então coroa ainda mais. Isso soa terrível. Na verdade, soa como uma boa intuição. Rafael sorriu e Isabela sentiu seu coração fazer uma coisa estranha. E já que tocamos no assunto sobre aquele beijo, o mundo de Isabela parou.
Foi convincente, ele disse, seus olhos dourados se fixando-nos dela. Muito convincente. Havia algo na forma como ele disse isso que fez Isabela se perguntar se ele estava falando apenas sobre a performance para Lucas. Antes que pudesse processar completamente o que estava acontecendo, a porta da sala se abriu abruptamente e o Senhor Almeida entrou interrompendo o momento carregado entre eles. “Rafael, desculpe interromper”, disse o Sr.
Almeida, claramente sem perceber a tensão no ar, mas temos a ligação com os investidores japoneses em 5 minutos. Rafael não tirou os olhos de Isabela por um longo momento antes de se virar para o gerente. Claro, Almeida, já estou indo. Isabela aproveitou a distração para se dirigir à porta, mas a voz de Rafael a deteve.
Isabela, quero revisar seu projeto de renovação urbana esta semana. Pode separar os arquivos e me enviar por e-mail ainda hoje? Ela assentiu rapidamente, sem confiar em sua voz, e saiu da sala com as pernas tremendo. De volta à sua mesa, Isabela tentou se concentrar no trabalho, mas sua mente era um turbilhão.
A cada momento que passava, a realidade da situação se tornava mais clara. Ela havia se envolvido, mesmo que involuntariamente, com seu chefe, e, pior ainda, não conseguia parar de pensar nele. Tudo bem, Isa?, perguntou Marina, se aproximando com uma xícara de café. Você está pálida, só cansada. Isabela mentiu, forçando um sorriso. O resto da manhã passou em uma névoa.
Isabela revisou cuidadosamente seu projeto de renovação urbana, um plano para transformar uma área degradada do centro da cidade em um espaço comunitário sustentável. Era seu trabalho mais ambicioso, algo em que havia investido meses de pesquisa e paixão. Quando enviou o e-mail para Rafael, suas mãos tremiam ligeiramente ao digitar o endereço dele. A resposta veio surpreendentemente rápido.
Isabela, projeto impressionante. Gostaria de discuti-lo pessoalmente. Pode passar em minha sala às 18 horas, Rafael. Ela olhou para o relógio, 15:30, 2 horas:30 para se preparar psicologicamente para outro encontro com ele. Às 18 horas em ponto, Isabela bateu na porta do escritório de Rafael no último andar. A diferença entre sua pequena mesa no térrio e aquele ambiente era gritante.
Paredes de vidro com vista panorâmica de São Paulo, móveis de design, uma estante repleta de livros sobre arquitetura e negócios. Entre”, disse Rafael, levantando-se de atrás de uma mesa de vidro imponente. Isabela entrou hesitantemente, ainda se ajustando à realidade de estar ali. “Sente-se”, ele indicou uma poltrona confortável em frente à mesa.
“Quer água?” “Café?” Estou bem, obrigada”, ela respondeu, sentando-se com as mãos cuidadosamente posicionadas no colo. Rafael voltou à sua cadeira e abriu o projeto dela em seu computador. “Este trabalho é excepcional, Isabela. A forma como você integrou sustentabilidade com funcionalidade social é brilhante”. O elogio a pegou de surpresa. “Obrigada. Eu sempre acreditei que a arquitetura deve servir à comunidade, não apenas à estética”. Exatamente.
Ele concordou, seus olhos se iluminando. Muito poucas pessoas da sua idade têm essa visão social. De onde vem essa perspectiva? Isabela se surpreendeu com o interesse genuíno em sua voz. Minha família tem uma padaria na Vila Madalena. Cresci, vendo como os espaços públicos fazem diferença na vida das pessoas. Quando bem planejados, eles criam comunidade.
Quando negligenciados geram problemas. Rafael assentiu lentamente. Você já visitou os jardins altos da linha? O projeto vertical em Medelim? Isabela se animou. É uma das minhas referências favoritas. A forma como transformaram uma área de conflito em um símbolo de renovação urbana é inspiradora.
Estive lá no ano passado, Rafael revelou, é ainda mais impressionante pessoalmente. Eles passaram a próxima hora discutindo arquitetura, urbanismo e projetos sociais. Isabela se esqueceu completamente de seus nervos, perdendo-se na paixão compartilhada pelo assunto. Rafael era incrivelmente bem informado, mas mais do que isso, ouvia suas ideias com respeito genuíno.
“Você já pensou em expandir este projeto?”, perguntou ele, apontando para os desenhos na tela. “Transformá-lo em uma proposta real para a prefeitura?” Os olhos de Isabela se arregalaram. Seria incrível, mas eu sou apenas uma estagiária. Talento não tem cargo. Rafael a interrompeu. Estou falando sério, Isabela. Este projeto tem potencial para ser implementado.
Ela o encarou tentando determinar se ele estava sendo sincero ou apenas educado. O que viu em seus olhos dourados era intensidade pura. “Eu adoraria”, disse finalmente, “mas não teria ideia de por onde começar. Deixe isso comigo. Rafael sorriu e o impacto daquele sorriso a fez esquecer momentaneamente como respirar.
Tenho alguns contatos na prefeitura que adorariam ver uma proposta como esta. O entusiasmo de Isabela foi interrompido por uma súbita consciência da situação. Ali estava ela, sozinha no escritório de seu chefe às 19 horas de uma segunda-feira, discutindo projetos como se fossem iguais, como se aquele beijo na sexta-feira não tivesse acontecido. Senr. Oliveira. Rafael. Ela se corrigiu.
Posso perguntar uma coisa? Claro. Por que está fazendo isso? Ajudando com meu projeto, quero dizer, depois do que aconteceu na festa, Rafael se recostou em sua cadeira, estudando-a com uma expressão indecifrável. Posso ser honesto com você, Isabela? Ela assentiu, preparando-se para o pior. Quando você se aproximou de mim na sexta-feira, a primeira coisa que pensei foi que você estava tentando se aproximar por interesse profissional. Acontece muito no meu mundo.
Isabela sentiu o sangue drenar de seu rosto. Eu nunca faria isso. Nem sabia quem você era. Eu sei ele disse rapidamente. Foi exatamente isso que me intrigou. Sua necessidade de ajuda era genuína. Você estava realmente assustada. Ele fez uma pausa passando a mão pelos cabelos escuros. E então, hoje vi seu projeto.
Isabela, você tem um talento raro. Não estou ajudando você por causa do que aconteceu na festa. Estou ajudando porque você merece. A sinceridade em sua voz a desarmou completamente. Obrigada, ela sussurrou. Isso significa muito para mim. Rafael se levantou e contornou a mesa parando próximo à janela. Pode fazer uma pergunta agora? Claro.
Aquele homem Lucas, ele te machucou fisicamente? A pergunta a pegou desprevenida. Não, nunca foi violento fisicamente, mas emocionalmente? Ela hesitou. Não precisa explicar se não quiser. Rafael disse gentilmente. Ele era controlador. Isabela encontrou-se dizendo: “Queria saber onde eu estava o tempo todo, com quem eu falava. Me fazia sentir como se eu não fosse boa o suficiente, como se tivesse sorte de ele estar comigo.
A mandíbula de Rafael se contraiu. Quantos anos você tinha quando começaram a namorar? 19. Por quê? Só curiosidade, ele respondeu, mas havia algo perigoso em seus olhos. O escritório ficou em silêncio por um momento, apenas o som distante do trânsito de São Paulo penetrando pelas janelas.
Isabela, Rafael disse finalmente, se virando para encará-la. Você sabe que o que aconteceu na sexta-feira não pode se repetir, certo? O coração dela afundou, embora ela soubesse que ele estava certo. “Claro”, ela respondeu, tentando manter a voz firme. “Foi um momento de desespero. Não vai acontecer novamente.” “Bem”, ele disse, seus olhos dourados, fixos nos dela. “Isso não significa que eu não pensei nisso desde então.
O ar na sala pareceu ficar mais espesso.” “Senor Oliveira?”, ela começou, mas ele a interrompeu. “Rafael, e você?” A pergunta simples carregava um peso enorme. Isabela sabia que se respondesse honestamente, estaria cruzando uma linha perigosa. Eu também pensei. Ela admitiu em um sussurro.
Rafael deu um passo em sua direção e o coração de Isabela disparou. Mas antes que qualquer um deles pudesse fazer qualquer coisa, o som estridente do telefone de Rafael cortou o momento como uma lâmina, forçando ambos a confrontar a realidade impossível de sua situação. Rafael atendeu o telefone com uma expressão claramente irritada pela interrupção. Oliveira, agora não pode esperar até amanhã? Ele ouviu por alguns segundos, passando a mão pelo rosto. Está bem, já desço.
Desligou o telefone e olhou para Isabela com uma expressão que misturava frustração e algo mais profundo. Emergência no canteiro de obras da Avenida Paulista, explicou. Preciso ir imediatamente. Isabela se levantou rapidamente, pegando sua bolsa. Claro, eu já vou embora. Isabela. Espere”, Rafael disse, aproximando-se dela.
Eles ficaram a poucos centímetros de distância e ela podia sentir o perfume masculino dele misturado com algo uniely him sobre o que estávamos falando. “Não precisa explicar nada”, ela interrompeu rapidamente, tentando se proteger de uma possível rejeição. “Eu entendo perfeitamente a situação.” “Não, você não entende”, ele disse suavemente, levantando a mão como se fosse tocar seu rosto.
parando no meio do movimento, mas não podemos conversar sobre isso agora. O elevador chegou e ambos entraram em silêncio. A tensão era palpável no espaço confinado, cada andar que passava aumentando a consciência da proximidade física. “Quer uma carona?”, Rafael perguntou quando chegaram ao estacionamento subterrâneo. “Não precisa.” Isabela respondeu automaticamente.
Vou de metrô para a Vila Madalena a esta hora. Ele franziu o senho. Absolutamente não. Antes que ela pudesse protestar, Rafael estava abrindo a porta do passageiro de um BMW preto impecável. Entre, Isabela, por favor. Ela obedeceu, principalmente porque a autoridade natural em sua voz fazia com que fosse difícil argumentar.
O trajeto começou em silêncio, apenas o som suave do motor e do jazz baixo tocando no som automotivo. Isabela observou discretamente o perfil de Rafael enquanto ele dirigia, notando a tensão em sua mandíbula e a forma como seus dedos tamborilavam levemente no volante. “Você mora sozinha?”, perguntou ele de repente.
“Sim, um apartamento pequeno perto da padaria dos meus pais”, ela respondeu. “E você? Apartamento na Faria Lima, muito grande para uma pessoa só. Na verdade, Isabela se perguntou por um homem como Rafael vivia sozinho, mas não teve coragem de perguntar. Quando chegaram à Vila Madalena, Rafael insistiu em acompanhá-la até a porta do prédio. Não era necessário, Isabela disse, procurando as chaves na bolsa.
Para mim era ele respondeu, observando o prédio modesto, mas bem conservado. Isabela. Ela se virou para encará-lo e o que viu em seus olhos a fez prender a respiração. Amanhã, depois do trabalho, gostaria de mostrar alguns locais que poderiam servir de referência para seu projeto. Puramente profissional.
A forma como ele disse puramente profissional sugeria exatamente o contrário. “Tudo bem”, ela conseguiu dizer. Rafael sorriu e ela sentiu suas pernas bambearem. “Boa noite, Isabela.” “Boa noite, Rafael.” Ela subiu para seu apartamento com o coração disparado, jogou-se na cama e ligou imediatamente para Fernanda. “Fir, eu preciso da sua ajuda”, disse assim que a amiga atendeu.
Isa, que horas são? Já passou das 10? O que aconteceu? Lembra do homem da festa? O que me ajudou com o Lucas? O gostoso misterioso que você beijou e saiu correndo. O que tem ele? Ele é meu chefe, Fer, o CEO da empresa. O silêncio do outro lado da linha foi tão longo que Isabela achou que a ligação havia caído.
“Como assim ele é seu chefe?” Fernanda finalmente gritou. Isabela contou tudo. A reunião, a conversa particular, o projeto, a carona. Fernanda ouviu tudo em silêncio crescente. Isa disse finalmente, “Você percebe que está se metendo em uma situação muito complicada.
” Eu sei, Isabela gemeu, mas Fer, quando estou com ele é como se como se fosse a pessoa mais interessante do mundo. Ele me ouve de verdade. E o jeito que ele olha para mim, querida, ele é um homem de 30 e poucos anos, rico e poderoso. Você é uma estagiária de 20 anos. Não estou dizendo isso para te magoar, mas você precisa ser realista.
As palavras de Fernanda doeram, principalmente porque ecoavam as próprias inseguranças de Isabela. “Eu sei que parece impossível”, Isabela disse baixinho. “Mas hoje, quando estávamos conversando sobre arquitetura, foi como se fôssemos iguais, como se a diferença de idade e posição não importasse. E o que você pretende fazer?” Não sei. Isabela admitiu. Ele disse que pensa no beijo também, Fer, e amanhã quer me mostrar alguns locais para o projeto. Depois do trabalho.
Sim, Isa, isso não é sobre trabalho. Fernanda disse gentilmente. Você sabe disso, certo? Isabela fechou os olhos. Eu sei. Na manhã seguinte, Isabela escolheu sua roupa com mais cuidado do que gostaria de admitir. Optou por uma saia lápis cinza e uma blusa branca elegante, profissional, mas favorável.
O dia no escritório passou lentamente. Ela se pegou, olhando para o elevador toda vez que alguém saía ou chegava do último andar. Rafael não apareceu no térrio nenhuma vez, mas ela recebeu um e-mail dele por volta das 3 da tarde. Isabela, nos encontramos no estacionamento às 18 horas. Tenho alguns lugares interessantes para mostrar.
R às 18 horas em ponto, ela estava no estacionamento, o coração batendo como se ela estivesse prestes a fazer algo proibido. Tecnicamente não estava fazendo nada errado, mas a antecipação em seu peito sugeria o contrário. Rafael apareceu alguns minutos depois, tendo trocado o terno formal por calças sociais escuras e uma camisa azul clara com as mangas arregaçadas.
O visual mais casual o fazia parecer ainda mais atraente, se isso era possível. Pontual. Ele sorriu, abrindo a porta do carro para ela novamente. “Para onde vamos?”, perguntou Isabela enquanto ele dava partida. Primeiro, o minhocão. Quero que você veja como um espaço pode ser transformado pela perspectiva da comunidade.
Eles dirigiram pelo centro de São Paulo, enquanto Rafael explicava a história do elevado Costa e Silva, conhecido como Minhocão, como havia sido construído nos anos 70 como uma via expressa, mas aos poucos foi sendo apropriado pela população como espaço de lazer. Quando chegaram lá, o sol estava começando a se pôr, pintando o céu de laranja e rosa.
Eles caminharam pela estrutura elevada, observando famílias fazendo piqueniques, artistas de rua se apresentando e pessoas simplesmente aproveitando a vista da cidade. “É exatamente sobre isso que falo em meu projeto”, Isabela disse, seus olhos brilhando de entusiasmo. Espaços que pertencem às pessoas que elas podem se apropriar e transformar. Rafael a observou enquanto ela falava, notando a paixão em sua voz, a forma como gesticulava ao explicar suas ideias. “Você é apaixonada pelo que faz”, ele observou.
“E você não é?”, ela perguntou-se virando para olhá-lo. “Nem sempre, ele admitiu, às vezes o negócio consome a paixão. Eles pararam próximos à grade de proteção, olhando para a cidade que se estendia infinitamente em todas as direções. Por que arquitetura?”, Rafael perguntou: “Porque acredito que o espaço físico molda quem somos?”, Isabela respondeu: “Uma criança que cresce em um bairro comas e bibliotecas tem oportunidades diferentes de uma que cresce cercada apenas de concreto e muros.” “E, como era o lugar onde cresceu?” Isabela sorriu caótico.
Meus pais são donos de uma padaria há 15 anos. Nossa casa sempre cheirava a pão fresco e estava cheia de vizinhos tomando café. Era acolhedor. Soua perfeito. Era simples. Ela se corrigiu, mas cheio de amor. Rafael ficou quieto por um longo momento. E você? Isabela perguntou. Como era sua infância? Uma sombra passou pelo rosto dele. Muito diferente da sua.
Muitas expectativas, pouco espaço para ser apenas criança. Isabela percebeu que havia tocado em um assunto sensível e decidiu não aprofundar. Eles continuaram caminhando e Rafael a levou para mais dois locais. Um parque comunitário em Pinheiros, que havia sido transformado de terreno baldio em área verde pela própria comunidade e uma escola pública que incorporava conceitos de arquitetura sustentável.
Com cada lugar que visitavam, suas conversas ficavam mais profundas, mais pessoais. Rafael perguntava sobre seus sonhos, suas inspirações, suas ideias para o futuro. E Isabela se surpreendeu, perguntando a ele sobre sua visão de negócios, seus projetos pessoais, suas motivações. Já era quase 10 da noite quando ele a levou para o último local, a cobertura de um prédio comercial no centro da cidade com vista privilegiada para o Vale do Anhangabaú.
“Como você conhece este lugar?”, Isabela perguntou impressionada com a vista noturna da cidade. “Meu avô me trouxe aqui quando eu era adolescente”, Rafael revelou. Dizia que para entender a arquitetura, primeiro precisamos entender a cidade como um organismo vivo. Eles ficaram lado a lado, observando as luzes de São Paulo se estenderem até o horizonte. “Rafael”, Isabela disse suavemente. “Posso perguntar algo pessoal?” Ele assentiu.
Porque nunca se casou? A pergunta saiu antes que ela pudesse detê-la e imediatamente se arrependeu. Desculpa, não é da minha conta. Nunca encontrei alguém que me fizesse querer parar. Ele respondeu honestamente, se virando para olhá-la.
Nunca conhecia alguém que me fizesse sentir que a vida poderia ser mais do que apenas trabalho e responsabilidades. A intensidade em seus olhos fez algo se contrair no peito de Isabela. E agora? Ela perguntou em um sussurro. Rafael deu um passo em direção a ela, diminuindo o espaço entre eles. Agora disse ele, sua voz baixa e rouca, estou começando a reconsiderar muitas coisas.
O momento foi interrompido pelo som estridente do celular de Isabela. Era uma mensagem de texto de um número que ela reconheceu imediatamente, Lucas. As palavras na tela a fizeram empalidecer instantaneamente. A mensagem de Lucas piscava na tela como uma ameaça. Vi você com seu novo namorado ontem. Precisamos conversar. Estou no bar onde costumávamos ir.
Te espero até meia-noite. Isabela sentiu o sangue gelar nas veias. Como ele tinha seu novo número, ela havia bloqueado todos os contatos dele meses atrás. Isabela, o que foi? Rafael notou imediatamente a mudança em sua expressão. Ela mostrou a mensagem em suas mãos, tremendo levemente. Não sei como ele conseguiu meu número. Eu bloqueei ele em tudo. A mandíbula de Rafael se contraiu perigosamente. Que bar, Rafael? Não.
Isabela disse rapidamente, reconhecendo a expressão em seu rosto. Não vou encontrar com ele. Vou apenas ignorar. Ele não vai parar, Isabela. Homens como Lucas não aceitam não como resposta. A certeza em sua voz a assustou. Você fala como se conhecesse. Eu conheço o tipo Rafael disse sombriamente. Ele vai continuar tentando até conseguir uma reação. O celular dela apitou novamente.
Desta vez eram duas mensagens consecutivas. Sei que você está lendo. Não me ignore. Ou você aparece ou eu apareço na sua casa. Sua escolha. Isabela sentiu náusea subindo pela garganta. Como ele sabe onde eu moro? Rafael pegou gentilmente o celular das mãos dela. Vou responder por você. Não ela protestou. Isso só vai piorar as coisas. Isabela, me escute.
Rafael disse, suas mãos segurando delicadamente os braços dela. Você não pode deixar esse homem te aterrorizar. Já fez isso antes e só piorou. Ela olhou nos olhos dourados dele e viu algo que a tranquilizou. Proteção absoluta. O que você sugere? Nós vamos até lá juntos. Você vai deixar claro que não quer mais contato e eu vou garantir que ele entenda a mensagem. Rafael, você não entende como Lucas é.
Ele pode ser perigoso. Rafael completou. Então é ainda mais importante que você não enfrente isso sozinha. Isabela fechou os olhos tentando pensar claramente. Sabia que Rafael estava certo. Ignorar Lucas nunca havia funcionado antes. Ele sempre encontrava uma forma de forçar uma confrontação. Está bem.
Ela concordou finalmente. Mas prometemos que saímos no primeiro sinal de problema. Prometo,” Rafael disse, “mas havia algo em seus olhos que sugeria que sua definição de problema poderia ser diferente da dela.” O bar ficava em uma rua movimentada de Pinheiros, um local que Isabela costumava amar, mas que agora estava carregado de memórias ruins.
Rafael encontrou uma vaga próxima e desligou o motor. “Lembre-se”, ele disse se virando para ela. “Você não deve nada a ele. Nenhuma explicação, nenhuma justificativa. Você só está fazendo isso para que ele pare de te incomodar. Isabela assentiu, tentando reunir coragem. Eles entraram no bar e Isabela imediatamente avistou Lucas, sentado em uma mesa nos fundos, uma cerveja na frente dele.
Quando ele os viu entrando juntos, sua expressão mudou de esperança para raiva em questão de segundos. Isabela. Ele se levantou quando eles se aproximaram. Seus olhos se moveram para Rafael com clara hostilidade. Não sabia que seu namorado viria junto. Lucas, Isabela disse, sua voz mais firme do que se sentia. Você disse que precisávamos conversar. Estou aqui. Fale.
Lucas sorriu, mas não havia calor naquele sorriso. Senta os dois. Rafael permaneceu de pé, uma mão possessivamente nas costas de Isabela. Prefiro ficar em pé. Fale o que tem para falar. Olha só. Lucas riu amargamente. O cavaleiro na armadura brilhante. Isabela sempre teve essa fantasia de ser salva. Lucas, vá direto ao ponto. Isabela interrompeu, sentindo a tensão aumentar.
Certo. Ele se recostou na cadeira, estudando os dois. Quero saber se esse relacionamento de vocês é real ou só uma encenação para me fazer ciúmes. A pergunta a pegou completamente desprevenida. Como assim? Por favor, Isa, você, a menina tímida da arquitetura, de repente aparece com um CEO milionário e justamente na festa onde você sabia que eu estaria. Isabela sentiu o sangue ferver.
Você está insinuando que eu armei isso? Estou insinuando que você sempre foi dramática. Ah, que esse homem aqui ele apontou para Rafael. Provavelmente está se aproveitando da sua ingenuidade. Foi Rafael quem respondeu. Sua voz perigosamente baixa. Cuidado com o que diz. Lucas se levantou também, encarando Rafael. Ah, agora o verdadeiro você aparece. Deixe-me adivinhar. Você viu uma garotinha bonita e impressionável e decidiu brincar um pouco.
Lucas, pare, Isabela disse, mas sua voz se perdeu na tensão crescente entre os dois homens. Sabe o que é engraçado? Lucas continuou claramente aquecendo para o confronto. Isabela sempre foi muito certinha, muito pura. Apostaria que ela ainda nem dormiu com você. Ela tem essas ideias românticas sobre esperar pela pessoa certa.
Chega! Isabela! Gritou, surpreendendo todos os três. Chega, Lucas. Não vou ficar aqui escutando você me diminuir e insultar, Rafael. Ela se virou para encará-lo completamente. Você quer saber a verdade? Sim. Eu pedi ajuda para Rafael naquela festa porque entrei em pânico quando te vi.
Sim, fingimos ser um casal para que você me deixasse em paz, mas isso não te dá o direito de aparecer na minha vida e exigir explicações. Lucas piscou claramente não esperando que ela se defendesse. E sabe de outra coisa? Ela continuou, sua voz ganhando força. Rafael me trata com mais respeito em uma conversa do que você me tratou emito meses de relacionamento. Então sim, talvez estejamos nos conhecendo melhor. E não, não é da sua conta.
O bar havia ficado mais silencioso, outras pessoas claramente ouvindo a discussão. Lucas olhou entre Isabela e Rafael, sua expressão passando por várias emoções. Então é isso? Você vai me trocar por ele assim? Eu não te troquei por ninguém, Lucas. Isabela disse, sua voz mais suave, mas firme. Nosso relacionamento acabou há um ano porque você me fazia sentir pequena e inadequada.
Rafael não tem nada a ver com isso. Isabela. Lucas começou sua voz assumindo o tom manipulativo que ela conhecia tão bem. Não. Ela o interrompeu. Acabou. Não quero mais contato. Não me procure. Não me mande mensagens. Não apareça nos lugares onde você sabe que eu vou estar. Lucas olhou para Rafael.
E você vai deixar ela falar por si mesma ou tem algo a acrescentar? Rafael deu um passo à frente. Sua presença intimidad mais controlada. Isabela já disse tudo. A única coisa que vou acrescentar é que se você continuar a incomodá-la, terá que lidar comigo. Não era uma ameaça gritada ou dramática. Era dita com uma calma que a tornava ainda mais aterrorizante.
Lucas avaliou Rafael por um longo momento, claramente calculando suas chances. O que quer que viu o fez dar um passo para trás. Está bem, ele disse finalmente. Mensagem recebida. Ele pegou sua cerveja e saiu do bar sem olhar para trás. Isabela desabou na cadeira, o adrenalina deixando seu corpo de uma só vez. Acredita que isso aconteceu? Rafael se sentou ao lado dela, sua mão encontrando a dela na mesa. Você foi incrível.
A forma como se defendeu estava cansada de ter medo dele. Isabela admitiu e cansada de deixar ele me fazer sentir pequena. Como se sente agora? Isabela parou para avaliar. Livre. Ela disse surpresa com a realização. Pela primeira vez em um ano, me sinto livre. Rafael apertou sua mão gentilmente.
Quer ir para casa? Na verdade, ela disse, um sorriso lento se espalhando por seu rosto. Quero comemorar. Você conhece algum lugar que serve uma sobremesa decente a esta hora? Rafael riu. O som rico e genuíno. Conheço um lugar perfeito. Eles estavam saindo do bar quando o celular de Rafael tocou. Ele olhou para a tela. e sua expressão mudou instantaneamente. Desculpe, Isabela, preciso atender.
É sobre o projeto da Paulista. Enquanto Rafael falava no telefone, Isabela não percebeu a figura, observando-os do outro lado da rua. Lucas não havia ido embora, como disse. Rafael terminou a ligação com uma expressão preocupada. Tudo bem? Perguntou Isabela. Problema no canteiro. Nada que não possa esperar até amanhã, ele respondeu, mas ela notou a tensão em seus ombros.
Tem certeza? Posso pegar um táxi para casa se precisar resolver? Absolutamente não. Rafael disse firmemente. Prometi uma sobremesa e é o que você vai ganhar. Eles dirigiram por 15 minutos até chegarem a uma confeitaria francesa nos jardins, que ainda estava aberta. Era pequena e íntima, com apenas algumas mesas e uma vitrine repleta de doces que pareciam obras de arte.
“Como descobriu este lugar?”, Isabela perguntou, maravilhada com os eclers e macarons perfeitamente alinhados. “Minha mãe costumava me trazer aqui quando eu era criança, Rafael revelou uma suavidade incomum em sua voz. É uma das poucas lembranças boas que tenho com ela.
Isabela o observou enquanto ele pedia dois eclers e café, notando a mudança sutil em sua expressão. Vocês não eram próximos? Rafael hesitou por um momento. Minha mãe morreu quando eu tinha 15 anos. Câncer e meu pai, digamos que ele não era muito presente, nem antes, nem depois disso. “Sinto muito”, Isabela disse suavemente. “Deve ter sido muito difícil. Foi o que me fez crescer rápido. Ele admitiu.
Assumi responsabilidades na empresa muito jovem. Nunca tive muito tempo para ser apenas jovem. Eles se sentaram em uma mesa pequena próxima à janela. A confeitaria estava quase vazia, criando uma atmosfera íntima e acolhedora. “É por isso que você trabalha tanto?”, Isabela perguntou, provando o Ecler e suspirando de prazer. Isso está divino. Rafael sorriu ao ver sua reação parcialmente.
Mas também porque a empresa sempre foi minha única constante. Nunca tive motivos para desacelerar. E agora tem? A pergunta saiu mais direta do que ela pretendia, e ambos ficaram em silêncio por um momento. Isabela Rafael disse finalmente, preciso ser honesto sobre algo. O coração dela acelerou. O quê? O que estamos fazendo? Isso não é apenas sobre trabalho. Não tem sido desde o primeiro dia.
Ela colocou o garfo no prato, suas mãos tremendo ligeiramente. Eu sei. E você sabe que isso complica tudo, certo? Sua posição na empresa, minha reputação, a diferença de idade. 12 anos não é tanto assim. Isabela interrompeu, mas a voz saiu menos convicta do que ela gostaria. Não é só a idade, Isabela. É experiência de vida, poder, posição social.
Eu não quero que você se sinta pressionada por causa da minha posição. Isabela estudou seu rosto, procurando por sinais de que ele estava a rejeitando gentilmente. Em vez disso, viu conflito genuíno. “Rafael”, ela disse, inclinando-se ligeiramente para a frente. “Posso confessar algo?”, ele assentiu. Desde que saí do relacionamento com Lucas, pensei que nunca mais confiaria em alguém.
Pensei que sempre teria medo de me entregar emocionalmente. Rafael permaneceu em silêncio, ouvindo. Mas com você, desde aquele primeiro dia, quando você me protegeu sem nem me conhecer, algo mudou. Você me faz sentir segura de uma forma que nunca senti antes. Isabela, deixe-me terminar. Ela pediu. Sei que nossa situação é complicada.
Sei que você tem muito mais a perder do que eu, mas também sei que o que sinto por você é real. Os olhos dourados de Rafael se intensificaram. “O que você sente por mim?”, a pergunta apegou desprevenida pela diretividade. Ela respirou fundo, reunindo coragem. “Estou me apaixonando por você”, ela confessou em um sussurro. O silêncio que se seguiu pareceu se estender por uma eternidade.
Isabela começou a se arrepender de sua honestidade, preparando-se mentalmente para a rejeição. Então, Rafael se inclinou sobre a mesa pequena e segurou sua mão. “Eu já me apaixonei”, ele disse simplesmente. O coração de Isabela parou por completo. Desde aquele beijo, Rafael continuou. Não consigo pensar em mais nada.
Você invadiu meus pensamentos, meus sonhos, minhas decisões de negócios. Suas decisões de negócios? Ela perguntou confusa. Rafael deu um sorriso ligeiramente culpado. Cancelei todos os contratos com a empresa do Lucas. Os olhos de Isabela se arregalaram. Rafael, você não podia fazer isso. E se ele descobrir? Que ele descubra. Rafael disse sem remorço. Não vou fazer negócios com alguém que te machucou.
A proteção feroz em sua voz fez algo se aquecer no peito de Isabela. Isso significa que ela começou hesitantemente. Que quero tentar. Rafael terminou por ela. Apesar de todas as complicações, apesar de todos os obstáculos, quero ver onde isso pode nos levar. Isabela sentiu lágrimas picar em seus olhos. De verdade? Em resposta, Rafael se levantou, contornou a mesa pequena e se ajoelhou ao lado da cadeira dela.
Pegou seu rosto entre as mãos e a beijou suave, mas profundamente. Desta vez, não havia desespero nem fingo. Era um beijo de promessa, de compromisso, de possibilidades infinitas. Quando se separaram, Isabela estava sem ar. “Mas vamos fazer isso do jeito certo”, Rafael disse, ainda acariciando seu rosto. Devagar.
respeitando seus limites e de forma que não prejudique sua carreira. Como primeiro você vai ser transferida para trabalhar diretamente comigo nos projetos especiais. Oficialmente é por causa do seu talento excepcional que é verdade. Isabela a sentiu ainda processando tudo. Segundo, vamos manter nossa vida pessoal completamente separada do trabalho durante o expediente.
No escritório, somos chefe e funcionária. Fora dele. Fora dele ela provocou um sorriso brincando em seus lábios. Fora dele somos Rafael e Isabela, um homem completamente apaixonado por uma mulher extraordinária. Isabela se inclinou e o beijou novamente, mais confiante desta vez. Tem mais uma coisa. Rafael disse quando se separaram.
O quê? Quero conhecer seus pais. Isabela piscou surpresa. Meus pais, se vamos fazer isso direito, quero fazer direito mesmo. Quero conhecer sua família, entender de onde vem essa mulher incrível que virou meu mundo de cabeça para baixo. O coração de Isabela se encheu de uma emoção que ela nunca havia experimentado antes. Eles vão ficar chocados. Um CEO querendo conhecer a família da padeira.
Então vamos mostrar a eles que títulos não definem caráter. Rafael disse, se levantando e estendendo a mão para ela. Eles estavam saindo da confeitaria quando Isabela parou abruptamente. Rafael, acabei de perceber uma coisa. O quê? Se vamos nos relacionar, você vai ter que me contar seus segredos também.
Começando por, por um homem como você estava sozinho naquela festa? Rafael riu, passando o braço pela cintura dela enquanto caminhavam para o carro. Talvez porque estava esperando uma jovem arquiteta desesperada se agarrar em mim. Muito conveniente, ela provocou. “Isabela”, ele disse ficando sério de repente. “Posso perguntar uma coisa pessoal?” “Claro.
Lucas estava certo sobre você nunca ter Isabela corou profundamente sobre eu ser virgem?” “Sim, ele estava certo. Rafael parou de caminhar. Por quê? Quero dizer, você tem 20 anos, é linda, inteligente, valores familiares”, ela explicou claramente desconfortável. Meus pais são tradicionais e com Lucas nunca me senti pronta. Sempre havia algo que me segurava.
Rafael a encarou com uma expressão que ela não conseguiu decifrar. E agora? Ele perguntou suavemente. A pergunta carregava peso, implicações, possibilidades que fizeram o coração de Isabela acelerar. Agora ela disse, olhando nos olhos dourados dele. Pela primeira vez na minha vida, posso imaginar me sentindo pronta. A confissão ficou suspensa no ar entre eles, carregada de promessa e desejo, enquanto Rafael a ajudava a entrar no carro.
Nenhum dos dois notou a motocicleta que os seguiu até o apartamento dela naquela noite. Três semanas haviam-se passado desde a noite na confeitaria e Isabela ainda acordava todos os dias se perguntando se tudo não era um sonho elaborado. Rafael havia cumprido sua palavra rigorosamente. Durante o expediente eram completamente profissionais, mas as tardes e noites haviam se tornado um território mágico de descobertas mútuas. Isa, você está brilhando”, comentou Marina, se aproximando de sua nova mesa no andar
executivo. A transferência havia sido anunciada oficialmente como reconhecimento ao seu projeto de renovação urbana, que havia sido aceito para a apresentação na prefeitura. “É só o highlighter novo.” Isabela mentiu, mas seu sorriso a entregou. Rafael havia sido cuidadoso para não dar tratamento preferencial óbvio, mas Isabela notou as pequenas coisas, como ele sempre se certificava de que ela tivesse os melhores recursos para seus projetos.
Como ele ouvia suas opiniões nas reuniões com atenção genuína, como seu olhar se demorava nela por uma fração de segundo a mais do que seria apropriado. O celular dela vibrou com uma mensagem. Jantar hoje? Tenho uma surpresa. R. Ela respondeu rapidamente. Sempre. Qual tipo de surpresa? O tipo que vai fazer você sorrir pelo resto da semana.
Isabela não conseguiu conter o sorriso que se espalhou por seu rosto. Às 7 da noite, Rafael a pegou no estacionamento da empresa, como havia se tornado costume. Ele estava particularmente bem humorado, o que sempre era contagioso. “Para onde vamos?”, perguntou Isabela, notando que ele estava dirigindo em uma direção diferente da habitual.
“Paciência”, Rafael, disse, segurando sua mão enquanto dirigia. “Mas posso adiantar que tem a ver com seu projeto.” 20 minutos depois, eles pararam em frente a um terreno vazio no centro da cidade, exatamente o local que Isabela havia escolhido em seu projeto de renovação urbana. “Rafael”, ela disse lentamente.
“Por que estamos aqui?” Ele desligou o motor e se virou para ela com um sorriso que era pura satisfação masculina. Porque a prefeitura aprovou seu projeto. A construção começa no próximo mês. Isabela o encarou por alguns segundos, processando as palavras. Como assim, aprovou? Eu nem terminei a apresentação oficial. Você não precisou.
Apresentei para eles na semana passada. Isabela, eles ficaram impressionados. Não apenas aprovaram, como também dobraram o orçamento inicial. Você apresentou meu projeto sem me avisar. Havia algo entre incredulidade e indignação em sua voz. Rafael percebeu imediatamente seu erro. Ah, Isabela, eu pensei que você ficaria feliz.
Ficaria se fosse eu a apresentar meu próprio projeto”, ela disse saindo do carro. Rafael a seguiu percebendo que havia pisado em um terreno perigoso. “Você está certa? Desculpe, eu deveria ter perguntado primeiro. Isabela estava parada no meio do terreno vazio, olhando ao redor. Rafael, você não entende. Este é o meu projeto, meu trabalho, minha paixão. Você não pode simplesmente tomar conta dele porque quer me fazer feliz.
A frustração em sua voz o atingiu como um soco. Eu não estava tentando tomar conta, estava tentando ajudar. Ajudar seria a me apoiar na apresentação, não me substituir nela. Eles ficaram em silêncio por um momento, a tensão crescendo entre eles. Você tem razão Rafael disse. Finalmente. Eu ultrapassei limites.
Estou tão acostumado a resolver problemas que esqueci que você é perfeitamente capaz de apresentar seus próprios trabalhos. Isabela suspirou, sua raiva começando a diminuir. Eu sei que suas intenções eram boas, mas precisa entender que eu não quero ser protegida do meu próprio sucesso. Entendo. Rafael se aproximou dela cuidadosamente. Como posso consertar isso? Quero fazer uma nova apresentação para todo o conselho oficialmente feito. E quero o crédito total pelo projeto.
Claro. E quero supervisionar a construção pessoalmente. Rafael hesitou por apenas um segundo. Isabela, isso significaria que eu teria que trabalhar ainda mais próximo de você. Sim, eu sei. Ela se virou para encará-lo. Consegue lidar com isso? Em resposta, Rafael a puxou para si e a beijou profundamente.
Acho que consigo me acostumar. Quando se separaram, Isabela riu. Sabe, mesmo irritada com você, ainda fico impressionada que conseguiu fazer a prefeitura aprovar isso. Seu trabalho é brilhante, Isabela. Eu apenas coloquei ele nas mãos certas. Eles caminharam pelo terreno, Rafael descrevendo como havia sido a reunião, como os conselheiros haviam reagido a cada aspecto do projeto.
Isabela sentia uma mistura de orgulho e ansiedade. E agora? Ela perguntou: “O que isso significa para nós? Que você vai ser famosa.” Rafael sorriu. Este projeto vai colocar seu nome no mapa da arquitetura sustentável em São Paulo. Não, Rafael, quero dizer o que isso significa para nós dois. Rafael parou de caminhar e a encarou seriamente.
O que você está perguntando? Estou perguntando se você consegue namorar uma mulher que pode se tornar sua igual profissionalmente, a pergunta o pegou desprevenida. Isabela, você acha que eu me sentiria ameaçado pelo seu sucesso? Não sei. Alguns homens se sentiriam. Eu não sou alguns homens, Rafael disse firmemente. Eu me apaixonei pela sua inteligência e ambição.
Lembra? Por que eu queria mudá-las? Isabela sorriu, sentindo-se aliviada. Desculpe, acho que ainda estou aprendendo a confiar completamente. Todos nós estamos aprendendo, Rafael disse, puxando-a para mais perto. Este relacionamento é território inexplorado para mim também. Eles ficaram abraçados no meio do terreno, que em breve se transformaria no sonho de Isabela, observando as luzes da cidade se acenderem ao redor deles. Rafael, Isabela disse de repente.
Você mencionou querer conhecer meus pais. Quero. Domingo tem almoço em família. Tradicionalmente levamos namorados sérios para conhecer a família nos domingos. Rafael se afastou para olhar em seus olhos. Namorados sérios. Bem, Isabela corou. É assim que estou começando a pensar em você, Isabela Santos.
Rafael disse solenemente, você me faria a honra de ser oficialmente minha namorada? A formalidade exagerada a fez rir. Rafael Oliveira, eu aceitaria com prazer. Eles se beijaram novamente e Isabela sentiu que algo fundamental havia mudado entre eles. Não eram mais apenas duas pessoas explorando uma atração. Eram um casal assumindo um compromisso. Sobre domingo.
Rafael disse quando se separaram. Preciso saber de uma coisa. O quê? Seu pai é o tipo que limpa espingarda quando conhece o namorado da filha. Isabela riu alto. Não temos espingarda, mas ele tem uma coleção considerável de facas de padaria. A expressão de Rafael se tornou ligeiramente preocupada. Estou brincando. Isabela riu mais alto.
Ele vai adorar você, principalmente se você elogiar o pão caseiro dele e sua mãe. Minha mãe vai te fazer 50 perguntas sobre suas intenções nos primeiros 10 minutos. E quais são minhas intenções? Rafael perguntou, sua voz ficando mais séria. A pergunta pegou Isabela desprevenida. Eu não sei quais são. Rafael a encarou por um longo momento.
Honestamente, pela primeira vez na minha vida, estou pensando em futuro, em construir algo com alguém, em parar de trabalhar apenas para trabalhar e começar a trabalhar para ter algo que valha a pena compartilhar. O coração de Isabela acelerou. Isso soa como intenções muito sérias. É porque são. Eles estavam tão absortos um no outro que não perceberam a figura observando-os de longe, fotografando o momento com um telefone celular.
Na manhã seguinte, Isabela chegou ao escritório para encontrar uma surpresa inesperada, uma foto dela e Rafael se beijando no terreno havia sido enviada anonimamente para todo o departamento de RH da empresa. Isabela sabia que algo estava errado no momento em que entrou no escritório.
As conversas pararam abruptamente. Olhares furtivos foram lançados em sua direção e Marina veio até ela com uma expressão preocupada. Isa, precisa ver uma coisa. Marina sussurrou, puxando-a para um canto mais reservado. Ela mostrou seu celular e Isabela sentiu o sangue gelar.
Era uma foto clara dela e Rafael se beijando no terreno na noite anterior, acompanhada de uma mensagem anônima. Acharam que ninguém descobriria. A estagiária Isabela Santos está claramente recebendo tratamento especial do CEO Rafael Oliveira. Que conveniente ela ter sido promovida logo depois de começarem a se relacionar.
Marina, como isso chegou ao RH?”, Isabela perguntou, sua voz saindo como um sussurro. Alguém enviou para várias pessoas do escritório durante a madrugada. “Isa, o Senr. Almeida quer falar com você em uma hora.” Isabela se sentou pesadamente em sua cadeira, tentando processar a situação. Quem havia tirado aquela foto? Quem estava sabotando deliberadamente seu relacionamento com Rafael? Seu celular vibrou. Era Rafael. Minha sala agora.
Com as pernas trêmulas, Isabela subiu até o último andar. A secretária de Rafael a olhou com uma expressão que misturava curiosidade e pena. “Pode entrar, ele está esperando”, disse ela. Rafael estava de pé atrás de sua mesa, o rosto uma máscara de controle profissional, mas Isabela podia ver a tensão em seus ombros. “Senta”, ele disse sem preâmbulos.
Rafael, eu, Isabela, ele a interrompeu. Preciso que me escute cuidadosamente. Em cerca de 40 minutos, você vai ser chamada para uma reunião com RH. Eles vão fazer perguntas sobre nossa relação. O que devo dizer? A verdade, Rafael respondeu, surpreendendo-a, que começamos a nos relacionar pessoalmente depois da sua promoção. Não antes, que sua promoção foi baseada puramente em mérito.
E se eles não acreditarem? Rafael se aproximou dela, mas manteve uma distância profissional. Isabela, preciso te contar algo que pode mudar sua perspectiva sobre tudo isso. O tom sério em sua voz a assustou. O quê? Eu sabia quem você era antes da festa. O mundo de Isabela parou.
Como assim? Seu projeto de renovação urbana cruzou minha mesa três semanas antes da festa. Eu já estava impressionado com seu trabalho. Já havia instruído o RH a ficar de olho no seu desenvolvimento. Isabela se levantou lentamente, processando a informação. Você já me conhecia? Conhecia seu trabalho, não você pessoalmente, mas quando eu me aproximei de você na festa, eu não te reconheci imediatamente. Rafael disse rapidamente.
Só depois, quando você disse seu nome, eu fiz a conexão. Isabela começou a andar pela sala. sua mente correndo. Então você sabia quando me ajudou, quando me beijou, você sabia que eu era sua funcionária, Isabela, isso não muda nada. Não muda nada. Ela se virou para ele, sua voz subindo. Rafael, isso muda tudo.
Como posso ter certeza de que não estava sendo manipulada desde o início? Porque você me conhece? Rafael disse, se aproximando dela. Você sabe que tipo de homem eu sou? Sei mesmo? Isabela perguntou. Lágrimas começando a formar em seus olhos. Porque neste momento parece que você tem sido muito bom em esconder coisas de mim. Rafael parou como se ela o tivesse esbofeteado. Isabela, eu te amo. Isso não é manipulação.
E eu como vou saber? Como vou ter certeza de que tudo isso não é apenas você se aproveitando da sua posição? O silêncio que se seguiu foi ensurdecedor. “Você realmente acha isso de mim?”, Rafael perguntou finalmente, sua voz baixa e ferida. Isabela olhou nos olhos dourados dele e viu dor genuína, mas a traição que sentia era muito forte. Eu não sei o que pensar. Ela admitiu. Preciso de tempo para processar isso tudo. Não temos tempo, Isabela. Em 20 minutos você vai estar sendo questionada pelo RH.
Então me diga como lidar com isso? Ela gritou. Me diga como convencer eles de que nossa relação é legítima quando nem eu mesma tenho certeza disso. Rafael passou as mãos pelos cabelos frustrado. Você quer saber a verdade completa? Toda ela. Isabela assentiu, preparando-se para o pior. Sim, eu conhecia seu trabalho antes da festa.
Sim, eu já estava planejando acelerar seu desenvolvimento na empresa, mas não por interesse pessoal, por causa do seu talento genuíno. Ele se aproximou dela lentamente. Quando você se aproximou de mim naquela noite, desesperada e vulnerável? Sim, eu a reconheci.
E sim, isso influenciou minha decisão de ajudar, mas não da forma que você pensa. Como então? Pensei esta é a jovem brilhante cujo trabalho me impressionou e ela está claramente em problemas. quis protegê-la não como chefe, mas como homem. Isabela o encarou, tentando determinar se ele estava sendo sincero. “E o beijo?”, ela perguntou. “O beijo foi impulso puro. No momento em que nossos lábios se tocaram, esqueci completamente que você era minha funcionária.
Só consegui pensar em como você era perfeita.” As lágrimas de Isabela começaram a cair. “Como posso ter certeza de que você não está dizendo isso só porque estamos em apuros?” Rafael se aproximou mais, pegando gentilmente seu rosto entre as mãos. Por que vou renunciar? O quê? Se é isso que precisa para acreditar que meus sentimentos são genuínos, eu renuncio à empresa.
Hoje, Isabela o encarou chocada. Rafael, você não pode fazer isso. A empresa é sua vida. Era minha vida. Agora você é a declaração simples e devastadora fez o coração de Isabela se partir e se recompor ao mesmo tempo. Você faria isso? Realmente, Isabela? Eu faria qualquer coisa para provar que o que sinto por você é real.
Ela o beijou então desesperadamente, todas suas dúvidas momentaneamente esquecidas. Quando se separaram, ela apoiou a testa na dele. Você não vai renunciar. Vamos enfrentar isso juntos. Tem certeza? Tenho certeza de que te amo?”, ela disse. “Eho certeza de que não vou deixar quem quer que tenha tirado essa foto destruir o que temos”.
Rafael sorriu pela primeira vez desde que ela havia entrado na sala. “Então vamos à guerra?” “Vamos à guerra.” A conversa foi interrompida pelo interfone. “Senor Oliveira, o RH está pronto para a reunião com a senrita Santos.” Rafael olhou para Isabela. “Pronta?” Ela respirou fundo, endireitou os ombros. e assumiu a postura confiante que ele tanto admirava nela. Pronta.
Enquanto desciam juntos para a reunião que poderia definir o futuro de ambos na empresa, nenhum dos dois percebeu Lucas observando o prédio da rua, um sorriso satisfeito no rosto. Sua pequena vingança estava apenas começando. A sala de reuniões do RH estava tensa como um tribunal. Isabela se sentou em uma cadeira no centro, enquanto três membros do departamento de recursos humanos a observavam do outro lado de uma mesa imponente.
Rafael não estava presente, havia sido instruído a permanecer em sua sala durante o processo. “Senrita Santos”, começou a Dra. Carvalho, diretora de RH. “estou certa de que você sabe porque está aqui. Sim, senhora, por causa das fotos que circularam esta manhã. Essas fotos sugerem um relacionamento pessoal com o CEO da empresa. Isso é correto? Isabela respirou fundo, lembrando-se dos conselhos de Rafael. Sim, é correto.
Rafael e eu estamos nos relacionando pessoalmente. Os três membros do RH trocaram olhares significativos. E quando esse relacionamento começou? perguntou o Sr. Mendes, advogado corporativo, há três semanas aproximadamente, após sua promoção para trabalhar diretamente com o Sr. Oliveira? Sim, senrita Santos adot. Carvalho se inclinou para a frente.
Você entende que isso levanta questões sérias sobre nepotismo e conduta inadequada no local de trabalho? Entendo as preocupações, Isabela respondeu, mantendo a voz firme, mas posso garantir que minha promoção foi baseada puramente no mérito do meu trabalho.
O projeto de renovação urbana que resultou na minha transferência foi desenvolvido antes de qualquer relacionamento pessoal com Rafael. “Você tem como provar isso?”, perguntou a terceira pessoa. “Senora Lima, tenho todos os arquivos digitais com time stamps, além do registro da minha apresentação inicial para o Senr. Almeida. A Dra. Carvalho consultou suas anotações.
Senrita Santos, essas fotos foram tiradas em um canteiro de obras aprovado para um projeto seu. Como explica ter acesso privilegiado a informações da empresa? A pergunta apegou de surpresa. Rafael me contou sobre a aprovação do projeto. Fomos até lá para eu ver o local. Fora do horário de trabalho, sem supervisão apropriada, discutindo informações confidenciais da empresa. O Sr. Mendes enumerou.
Isso não lhe parece problemático? Isabela sentiu uma onda de pânico. Eles estavam pintando um quadro muito mais sério do que ela havia antecipado. “Senora Santos, adorara Carvalho continuou. Recebemos informações de que o Sr. Oliveira cancelou contratos lucrativos com empresas parceiras. Você tem conhecimento disso?” O coração de Isabela afundou.
Como eles sabiam sobre Lucas? Não tenho conhecimento dos detalhes dos contratos da empresa? Ela respondeu cuidadosamente. Mas você tem conhecimento de que seu ex-namorado Lucas Pereira trabalha para uma dessas empresas que teve contratos cancelados. Isabela sentiu como se o chão estivesse desaparecendo sob seus pés. Como vocês sabem sobre Lucas? Ele nos procurou ontem preocupado com o que descreveu como comportamento errático do Sr.
Oliveira, alegou que o senhor Oliveira tem usado sua posição para beneficiá-la pessoalmente e prejudicar quem ele percebe como ameaça. A revelação foi como um soco no estômago. Lucas havia orquestrado tudo isso. Lucas não é uma fonte confiável, Isabela disse, sua voz tremendo de raiva. Ele é meu ex-namorado manipulativo que não aceita o fim do nosso relacionamento.
Mas ele trouxe evidências documentadas, o Senr. Mendes disse, abrindo uma pasta. E-mails registros financeiros, mostrando que os contratos foram cancelados logo após a festa da empresa onde vocês foram vistos juntos. Isabela percebeu que estava sendo encurralada em uma armadilha cuidadosamente planejada. “Senrita Santos”, a Dra. Carvalho disse com um tom mais suave.
Entendemos que você pode ser tão vítima quanto qualquer outra pessoa nesta situação. Um homem mais velho, em posição de poder, pode ser muito convincente. Não. Isabela disse firmemente. Não vou permitir que vocês pintem Rafael como um predador. Ele nunca me pressionou ou manipulou. Então, como explica a sequência de eventos? Conhecê-lo na festa, a promoção imediata, o relacionamento, os contratos cancelados, o acesso privilegiado a informações? Isabela respirou fundo, sabendo que sua próxima declaração poderia mudar tudo. “Rafael conhecia meu trabalho antes da festa”, ela disse. O silêncio na sala
foi absoluto. “Pode explicar isso melhor?” A doutora Carvalho perguntou. Meu projeto havia chegado à mesa dele semanas antes. Ele já estava impressionado com o trabalho e havia instruído o RH a acompanhar meu desenvolvimento. E você sabia disso na festa? Não descobri apenas hoje de manhã. Os três membros do RH trocaram olhares preocupados.
Senrita Santos o senor Mendes disse gravemente. Isso sugere premeditação. O senhor Oliveira a abordou na festa sabendo quem você era. Não foi assim. Isabela começou, mas percebeu que estava afundando ainda mais. Como foi então? Isabela fechou os olhos, sabendo que teria que contar a história completa. Eu me aproximei dele.
Estava fugindo do meu ex-namorado e pedi ajuda. Rafael só me reconheceu depois que eu disse meu nome. “Conveniente”, murmurou a senora Lima. “É a verdade, senrita Santos?” A Dra. Carvalho se levantou. Vou ser direta. Temos evidências de que o Sr. Oliveira usou sua posição para beneficiá-la pessoalmente e prejudicar terceiros.
Isso constitui abuso de poder e possível assédio. Assédio. Isabela se levantou também. Isso é ridículo. Nosso relacionamento é consensual e genuíno. Uma estagiária de 20 anos pode realmente dar consentimento livre para seu chefe milionário de 32 anos? Perguntou o Senr. Mendes, especialmente considerando que ele controlava seu futuro profissional.
A pergunta a atingiu como um raio. Pela primeira vez, Isabela se perguntou se suas próprias percepções poderiam estar distorcidas. “Eu preciso de um tempo para pensar”, ela disse, sentando-se novamente. “Claro.” A Dra. Carvalho disse gentilmente: “Senrita Santos, entendemos que isso é difícil, mas precisa entender que estamos investigando possíveis crimes corporativos. Se você for vítima, queremos ajudá-la.
E se eu não for vítima? Se eu realmente amo Rafael e ele me ama, então vocês terão oportunidade de provar isso?” O Senr. Mendes respondeu. Mas por enquanto, ambos estão suspensos de suas funções enquanto conduzimos uma investigação completa. A palavra suspensos ecoou na mente de Isabela como uma sentença. Por quanto tempo? Até que a investigação seja concluída.
Podem seras, possivelmente meses. Isabela sentiu lágrimas queimando seus olhos. Isso vai arruinar nossas carreiras. Não se vocês forem inocentes a Dra. Carvalho disse. Mas Isabela sabia que mesmo que fossem inocentados, a suspeita sempre permaneceria. Lucas havia conseguido exatamente o que queria. “Posso ir agora?”, Ela perguntou, sua voz mal saindo.
Pode, mas, Senrita Santos, recomendo fortemente que evite contato com o Senr. Oliveira durante a investigação para o bem de vocês dois. Isabela saiu da sala de reuniões com as pernas tremendo. No corredor encontrou Rafael esperando. Sua expressão tensa, mas esperançosa. Como foi? Ele perguntou. Antes que ela pudesse responder, a Dra.
Carvalho apareceu atrás dela. Senr. Oliveira, preciso falar com o senhor agora. Rafael olhou entre Isabela e a diretora de RH, compreendendo imediatamente que as notícias não eram boas. “Isabela”, ele começou a dizer, mas ela balançou a cabeça, lágrimas finalmente caindo. “Depois, Rafael, eles não querem que falemos agora”.
Enquanto Rafael era levado para sua própria interrogação, Isabela saiu do prédio sabendo que Lucas havia vencido a primeira batalha. Mas a guerra estava longe de terminar. Isabela passou o resto do dia em seu apartamento, alternando entre lágrimas de frustração e cres de raiva. Cada vez que seu celular tocava, ela esperava que fosse Rafael. Mas a empresa havia sido clara. Nenhum contato durante a investigação.
Fernanda chegou às 6 da tarde com sorvete, vinho e uma expressão determinada. Conta tudo”, disse ela se instalando no sofá pequeno. Isabela relatou os eventos do dia, desde a descoberta das fotos até a reunião desastrosa com o RH. Fernanda ouviu tudo em silêncio, seu rosto escurecendo progressivamente. “Lucas”, ela disse quando Isabela terminou. aquele filho da Fer.
Ele planejou tudo isso, as fotos, a investigação, tudo. E como ele soube dos contratos cancelados? Deve ter contatos na empresa dele. Ou foi apenas sorte. O timing estava perfeito para a narrativa dele. Fernanda tomou um gole de vinho pensativa. Isa, preciso te perguntar algo difícil. O quê? Você tem certeza absoluta de que Rafael não te manipulou? A pergunta atingiu Isabela como uma bofetada. FR. Escuta, eu sei que você o ama, mas pensa comigo.
Homem rico, poderoso, conhecia seu trabalho antes mesmo de vocês se encontrarem. Não é pelo menos possível que ele tenha orquestrado o encontro? Isabela ficou em silêncio por um longo momento, as palavras do RH ecoando em sua mente. “Não”, ela disse finalmente. “Estava lá, Fer. Vi o desespero nos olhos dele quando eu disse que precisava de tempo para confiar nele.
Vi como ele estava disposto a desistir de tudo pela nossa relação. Ou ele é muito bom ator, Fernanda.” Isabela se levantou irritada. “De que lado você está?” “Do seu lado.” Fernanda também se levantou. sempre do seu lado. É por isso que preciso ter certeza de que você não está sendo enganada. As duas amigas se encararam por alguns segundos tensos antes de Isabela desabar no sofá novamente.
Eu não sei mais de nada, Fer. Talvez vocês estejam certos. Talvez eu seja muito jovem e ingênua para ver que estou sendo manipulada. Ou talvez você esteja sendo manipulada agora. Uma voz disse da porta. Ambas se viraram surpresas. Era Marina, com uma expressão séria e uma pasta de documentos na mão. Marina, como você entrou? Isabela perguntou.
Porta estava entreaberta. Desculpem a intromissão, mas precisamos conversar. Marina se sentou na poltrona em frente ao sofá, colocando a pasta na mesa de centro. E Isabela, eu trabalho na Oliveira há 5 anos. Conheço Rafael Oliveira profissionalmente melhor que quase qualquer pessoa naquela empresa. E e posso garantir, ele nunca, em 5 anos, mostrou interesse pessoal por qualquer funcionária, nunca cancelou contratos por motivos pessoais, nunca misturou vida pessoal e profissional. Marina abriu a pasta, revelando documentos impressos. Até você aparecer. Fernanda
se inclinou para a frente, curiosa. O que você tem aí? Registros, e-mails internos, decisões de negócios dos últimos três meses. Marina espalhou os documentos na mesa. Isabela, seu projeto foi enviado para a mesa do Rafael em janeiro. Ele imediatamente requisitou todos os seus trabalhos acadêmicos anteriores. Não de forma romântica, de forma profissional.
Queria entender o tipo de mente por trás do trabalho. Ela apontou para um e-mail impresso. Aqui dele para o RH. Identifiquem esta estagiária. Quero acompanhar seu desenvolvimento de perto. Talento excepcional. Datado de 15 de janeiro. Isabela pegou o papel com mãos trêmulas. Era exatamente como Rafael havia dito.
“Mas isso não prova que ele não planejou o encontro na festa?” Fernanda argumentou. “Não, Marina concordou, mas isso prova.” Ela mostrou outro documento. Rafael cancelou a própria participação na festa três vezes. Só confirmou presença duas horas antes do evento, quando um investidor japonês importante confirmou que estaria lá. Isabela olhou para o documento. Era verdade. Marina, por que você está me mostrando isso? Perguntou Isabela.
Porque presenciei a conversa dele com Lucas ontem. Ambas as amigas se endireitaram. Lucas foi ao escritório, foi? Exigiu uma reunião com Rafael. Eu estava na sala ao lado, organizando arquivos. Ouvi tudo. Marina fez uma pausa dramática. Lucas não estava apenas denunciando vocês ao RH, Isabela. Ele estava chantageando o Rafael. Como assim chantageando? Fernanda perguntou.
disse que tinha mais fotos, fotos mais comprometedoras e que ia divulgá-las publicamente se Rafael não terminasse o relacionamento com você e te demitisse. Isabela sentiu náusea subindo pela garganta. Que fotos? Não sei, mas Rafael disse algo interessante. Disse que Lucas podia fazer o que quisesse com ele, mas que não ia permitir que machucasse você.
Marina se levantou indo até a janela. Lucas riu e disse que você sempre foi ingênua, que ia adorar ver você descobrir que Rafael estava apenas brincando com você. E o que Rafael respondeu? Que Lucas estava projetando, que ele era o único ali que tinha histórico de machucar você e que isso ia acabar agora. Marina se virou para encará-las. Foi quando Lucas saiu e foi direto para o RH.
Isabela processou as informações em silêncio. Tudo fazia sentido. O timing das acusações, o conhecimento detalhado dos contratos, a forma como Lucas havia apresentado as evidências. Marina, ela disse finalmente, por que você está fazendo isso? Se descobrirem que você me ajudou, porque trabalho há 5 anos para uma empresa íntegra e não vou deixar um ex-namorado tóxico destruir isso por vingança pessoal. Marina juntou os documentos e os entregou para Isabela.
E porque vi como Rafael olha para você. Em 5 anos nunca ouvi sorrir no escritório. Nas últimas três semanas ele sorri todo dia. Fernanda se levantou e abraçou Marina. Obrigada. Isso foi muito corajoso. O que faço com essas informações? Isabela perguntou. Você luta? Marina disse simplesmente luta pelo homem que você ama e pela carreira que você merece.
Como Marina sorriu, uma expressão quase predatória aparecendo em seu rosto. Deixe isso comigo. Conheço algumas pessoas no jurídico que adorariam saber sobre tentativas de chantagem e difamação. Depois que Marina saiu, Isabela e Fernanda ficaram em silêncio por alguns minutos. Isa, Fernanda, disse finalmente. Acho que você encontrou o homem certo. Por quê? Porque qualquer homem que escolhe proteger você mesmo quando está sendo chantageado, esse é o tipo de homem que vale a pena lutar. Isabela sorriu pela primeira vez em todo o dia. Então vamos à guerra. Vamos à guerra, Fernanda
confirmou. Mas nenhuma delas imaginava que Lucas estava apenas começando sua campanha de destruição e que sua próxima jogada seria muito mais pessoal do que elas poderiam imaginar. Na manhã seguinte, Isabela acordou com uma determinação que não sentia há dias. As evidências de Marina haviam mudado completamente sua perspectiva da situação.
Não era mais uma questão de se ela e Rafael estavam sendo investigados injustamente. Era uma questão de como expor a manipulação de Lucas. Seu telefone tocou às 8 da manhã. Era um número desconhecido. Alô, Isabela. É a Dra. Patrícia Mendonça, advogada trabalhista. Marina me passou seu contato. Isabela se endireitou na cama imediatamente alerta. Sim, preciso falar com você pessoalmente. Posso ir até sua casa em uma hora? Tenho informações que podem mudar completamente sua situação.
Uma hora depois, Isabela abriu a porta para uma mulher elegante de cerca de 40 anos, cabelos pretos presos em um coque impecável e olhos inteligentes que pareciam analisar tudo ao redor. “Obrigada por me receber”, disse a Dra. Patrícia entrando no pequeno apartamento. Marina me contou sobre sua situação.
Como advogada especializada em assédio e abuso de poder corporativo, posso dizer que seu caso é mais interessante do que parece. Interessante como, sente-se. Isso vai demorar um pouco. A advogada abriu sua pasta executiva e espalhou documentos sobre a mesa de centro. Primeiro preciso que entenda que Lucas Pereira está cometendo vários crimes. Chantagem, difamação, stalking, interferência maliciosa em relações de negócios. A lista é longa.
Isabela pegou um dos documentos. Era uma análise legal detalhada. Segundo, a empresa tem um problema muito maior nas mãos do que imagina. Ao investigar vocês, baseado nas acusações de Lucas, sem verificar a credibilidade dele primeiro, eles próprios podem ser processados por discriminação e criação de ambiente hostil de trabalho. Não entendo, Isabela.
Você é uma mulher jovem sendo punida por um relacionamento consensual, enquanto seu parceiro, o CEO, presumivelmente enfrentará consequências muito menores. Isso é discriminação de gênero clara. A advogada se inclinou para a frente. E há algo mais. Marina descobriu que Lucas tem histórico. Duas ex-namoradas anteriores registraram boletins de ocorrência contra ele por stalking e ameaças. Isabela sentiu o sangue gelar.
Ele ameaçou outras pessoas, padrão de comportamento. E agora temos evidências de que ele está fazendo o mesmo com você. A Dra. Patrícia mostrou outro documento. Marina conseguiu uma gravação da conversa entre Lucas e Rafael. Liga-lhe obtida porque aconteceu em uma sala da empresa com sistema de segurança. Isabela pegou o celular que a advogada estendeu e apertou o play.
A voz de Lucas ecoou clara e ameaçadora. Você pode ter todo o dinheiro do mundo, Oliveira, mas eu conheço Isabela há muito tempo. Sei exatamente como destruir a reputação dela. Fotos íntimas, histórias sobre sua vida sexual. Imagina o que isso faria com a carreira de arquiteta dela. A voz de Rafael respondeu controlada, mas furiosa.
Você não tem fotos íntimas dela? Não tenho 8 meses de relacionamento. Você acha mesmo que nunca consegui algumas fotos comprometedoras? Isabela sempre foi muito confiante comigo. Isabela pausou a gravação sentindo náusea. Ele está mentindo. Nunca tirei fotos assim com ele. Eu sei. Mas o importante é que agora temos evidência de chantagem e ameaças. Isso muda tudo. A advogada guardou o celular.
Isabela, quero que você processe Lucas por stalking, chantagem e difamação. E quero que processe a oliveira arquitetura por discriminação de gênero e ambiente hostil de trabalho. Processar a empresa, mas isso vai arruinar Rafael também, na verdade vai salvar vocês dois. Porque quando a empresa perceber que tem um processo milionário de discriminação nas mãos, eles vão muito rapidamente descobrir a verdade sobre Lucas e encerrar essa investigação ridícula.
Isabela ficou em silêncio por alguns minutos, processando tudo. O que acontece com meu relacionamento com Rafael enquanto isso, vocês mantêm distância até os processos serem resolvidos. Mas com as evidências que temos, isso deve ser questão de semanas, não meses. E se Rafael não quiser mais nada comigo depois de tudo isso, se ele decidir que não vale a pena o problema? A Dra. Patrícia sorriu pela primeira vez.
Honey, um homem que está disposto a ser chantageado para proteger você não vai desistir porque as coisas ficaram complicadas. Três horas depois, Isabela havia assinado toda a documentação necessária. Os processos seriam protocolados na segunda-feira. “Uma última coisa”, disse a advogada ao se preparar para sair. Lucas provavelmente vai tentar contato nos próximos dias.
Não responda, não atenda. Qualquer comunicação dele vai para mim agora. Naquela tarde, como se a advogada fosse profeta, o telefone de Isabela tocou. Era Lucas. Ela deixou ir para a caixa postal e imediatamente enviou a gravação para a Dra. Patrícia. A mensagem era chocante.
Isa, sei que está chateada, mas podemos resolver isso. Só quero conversar. Estou preocupado que esse homem esteja se aproveitando de você. Me encontra hoje à noite, por favor. É sobre fotos que tenho, fotos que você não vai querer que ninguém veja. 20 minutos depois, a dout. Patrícia ligou de volta. Perfeito. Ele acabou de cometer chantagem por mensagem gravada. Protocolo os processos hoje mesmo.
Não vou esperar segunda-feira. Na sexta-feira de manhã, Isabela acordou com o telefone tocando incessantemente. Era Marina. Isa, liga a TV. Canal de notícias local. Isabela correu para a sala e ligou a televisão. Um repórter estava falando em frente ao prédio da Oliveira Arquitetura. Empresário Lucas Pereira foi preso na madrugada sob acusação de stalking, chantagem e ameaças.
As charges foram apresentadas pela ex-namorada Isabela Santos, funcionária da empresa Oliveira Arquitetura, com evidências que incluem gravações de áudio e mensagens de texto ameaçadoras. O telefone tocou novamente. Desta vez era um número que ela reconheceu imediatamente. Rafael. Ela atendeu com o coração disparado. Isabela. Rafael, você está bem? Estou.
E você? Melhor agora que sei que você está segura. Vi as notícias. Houve uma pausa carregada. Rafael, preciso saber. Você ainda quer isso? Depois de tudo o que aconteceu, Isabela Santos. A voz dele ficou mais profunda, mais intensa. Você acabou de enfrentar seu pior pesadelo para nos proteger. Você acha mesmo que eu vou desistir agora? Lágrimas começaram a rolar pelo rosto de Isabela.
A investigação da empresa foi encerrada uma hora atrás. A Dra. Patrícia é muito convincente quando quer. Estamos ambos completamente inocentados. Isso significa que você pode voltar ao trabalho segunda-feira e que eu posso oficialmente te levar para jantar hoje à noite. Isabela riu através das lágrimas.
Rafael, sim, tem uma coisa que preciso te contar. O quê? Domingo ainda tem almoço em família. Meus pais estão curiosos para conhecer o namorado que causou tanto drama na vida da filha deles. Rafael deu uma gargalhada rica e genuína. Ainda tem aquelas facas de padaria, mais afiadas do que nunca. Perfeito. Não vejo a hora.
Enquanto Isabela desligava o telefone com o coração mais leve do que havia estado em semanas, ela não sabia que domingo não seria apenas um almoço em família. Rafael havia planejado uma surpresa que mudaria suas vidas para sempre. Domingo chegou carregado de expectativa e nervosismo. Isabela havia passado a manhã ajudando sua mãe, dona Carmen, a preparar o almoço tradicional mineiro.
Frango com quiabo, feijão tropeiro, couve refogada e, claro, o famoso pão de açúcar da padaria. Isa, para de mexer no cabelo disse sua mãe pela décima vez. Já está perfeito. Mãe, você não entende? Este almoço é importante. Seu pai, Sr. Antônio, apareceu na cozinha limpando as mãos no avental da padaria. Filha, qualquer homem que não goste da nossa comida não merece você. Não é sobre a comida, pai.
É sobre vocês gostarem dele. Já gostamos dele, disse dona Carmen, surpreendendo Isabela. Como assim? Vocês nem conheceram ele ainda, porque qualquer homem que fez nossa filha sorrir de verdade pela primeira vez em um ano já tem nossa aprovação inicial. O interfone tocou exatamente às R$ 13. Pontualidade que impressionou o Sr. Antônio.
“Pelo menos é pontual”, murmurou ele. Isabela desceu para encontrar Rafael no portão, segurando um buquê de flores do campo e uma caixa elegante. “Oi”, ela disse subitamente tímida. Oi”, ele respondeu, seus olhos dourados se iluminando ao vê-la. “Você está linda. Obrigada. O que é isso?”, ela apontou para a caixa. Uma sobremesa especial que encomendei para seus pais.
Espero que gostem. Eles subiram juntos e Isabela sentiu a tensão crescer a cada andar. “Rafael”, ela disse parando na frente da porta do apartamento. “Sim, meus pais são simples diretores. Eles vão fazer muitas perguntas. Eu espero que façam. significa que se importam com você. Isabela respirou fundo e abriu a porta. Mãe, pai, este é Rafael.
Rafael entrou no apartamento modesto, mais acolhedor, imediatamente observando os detalhes. Fotos de família nas paredes, o cheiro de pão fresco que impregnava tudo, a mesa posta com cuidado e carinho. “Senhor Antônio, dona Carmen”, ele disse, estendendo primeiro as flores para a mãe de Isabela. Muito prazer. Obrigado por me receberem em sua casa.
Dona Carmen aceitou as flores com um sorriso genuíno. Que flores lindas! Não precisava. Claro que precisava. A mãe da mulher que eu amo merece as flores mais bonitas que consegui encontrar. O comentário direto fez Isabela corar e seus pais trocarem olhares significativos. E isto, Rafael entregou a caixa para Senhor Antônio é um doce especial. Sei que vocês são especialistas em doces, então espero que aprovem. Sr.
Antônio abriu a caixa e seus olhos se arregalaram. Brigadeiros gourmet. Brigadeiros não. Rafael sorriu. São bombons de cacau especial com recheio de goiabada mineira. Pensei que combinariam com o gosto da família. A escolha cuidadosa impressionou até Isabela. Rafael havia pesquisado sobre a cultura mineira da família.
Durante o almoço, a conversa fluiu naturalmente. Rafael perguntou sobre a padaria, demonstrou interesse genuíno pela história da família e elogiou sinceramente cada prato. “Senhor Antônio”, disse ele depois do prato principal, “Posso dizer honestamente que este é o melhor feijão tropeiro que já comi na vida”. “Receita da minha avó”, Sr.
Antônio, respondeu com orgulho, trazida direto de Minas quando nos mudamos para São Paulo. “E por que vieram para São Paulo? Oportunidades respondeu dona Carmen. Queríamos dar uma vida melhor para Isabela. Mais possibilidades de estudo, carreira e conseguiram. Rafael olhou para Isabela com admiração. Ela é a arquiteta mais talentosa que já conheci. Rafael. Isabela começou, mas sua mãe a interrompeu. Filho disse dona Carmen.
Posso fazer uma pergunta direta? Claro, senhora. Quais são suas intenções com nossa filha? A pergunta que Isabela temia finalmente veio. Rafael colocou o garfo no prato e olhou diretamente para os pais de Isabela.
Minhas intenções são amar sua filha com todo o respeito e dedicação que ela merece, protegê-la, apoiar seus sonhos e construir uma vida juntos, se ela me permitir. E a diferença de idade? Perguntou o Sr. Antônio. 12 anos. Rafael respondeu sem hesitar. Eu sei que pode parecer muito, mas quando amo alguém, não é sobre quantos anos ela tem, é sobre quem ela é e quem nossa filha é para você. Dona Carmen continuou o interrogatório.
Rafael olhou para Isabela antes de responder, seus olhos dourados, cheios de amor. Ela é inteligência pura, é paixão pelo que faz, é gentileza com força, é a pessoa que me fez perceber que trabalhar apenas para trabalhar não é viver. Ele fez uma pausa e ela é corajosa de um jeito que me inspira todo dia. Vocês criaram uma mulher extraordinária. O silêncio que se seguiu foi quebrado por Sr. Antônio. Bom, pelo menos você sabe reconhecer qualidade quando vê.
Todos riram e Isabela sentiu a tensão finalmente diminuir. Depois do almoço, enquanto ajudavam a limpar a mesa, dona Carmen puxou Rafael para um canto. Filho, posso falar com você em particular? Eles foram para a pequena varanda enquanto Isabela e seu pai terminavam a louça. Dona Carmen, me chame de mãe Carmen, ela disse gentilmente. Rafael, vou ser direta.
Nossa filha foi muito machucada por aquele menino. Levou meses para ela voltar a sorrir. Rafael a sentiu gravemente. Quando ela nos contou sobre você, vi uma luz nos olhos dela que não via há muito tempo, mas também vi medo. Medo de quê? Medo de que fosse bom demais para ser verdade.
Medo de que um homem como você não pudesse realmente amar uma menina simples como ela. Rafael sentiu uma apontada no coração. Mãe Carmen, posso prometer uma coisa? O quê? Vou passar o resto da minha vida provando para ela que não é simples, que é extraordinária e que merece todo o amor do mundo. Dona Carmen estudou seu rosto por alguns segundos, então sorriu. Você a ama mesmo, não ama? mais do que imaginei ser possível.
Então, tem minha bênção. Quando voltaram para dentro, Senr. Antônio estava mostrando álbuns de fotos da infância de Isabela para ela, que estava mortificada. Pai, para. Deixe ele ver como você era fofa de dentinhos faltando. Senr. Antônio riu. Rafael se sentou ao lado de Isabela e passou o braço por seus ombros.
“Você era linda”, murmurou em seu ouvido. Era gordinha e banguela. Era perfeita. Eles passaram mais uma hora olhando fotos e ouvindo histórias embaraçosas. Quando finalmente se prepararam para sair, Sr. Antônio chamou Rafael para uma conversa particular. Filho, uma última coisa. Sim, senhor. Se machucar nossa filha, vai ter que lidar comigo. E eu posso ser pequeno, buto muitas pessoas na comunidade.
Rafael estendeu a mão para apertar a de Sr. Antônio. Senhor Antônio, se eu algum dia machucar Isabela, você mesmo pode me dar a surra que eu merecer. Sr. Antônio apertou a mão dele e sorriu. Gostei de você, menino. Bem-vindo à família. No elevador descendo, Isabela se encostou em Rafael. Como foi? Foi perfeito. Seus pais são incríveis. Eles gostaram de você e eu gostei deles.
Agora entendo de onde vem sua força. Eles chegaram ao carro e Rafael abriu a porta para ela como sempre, mas em vez de dar a partida, ele ficou parado, olhando para a frente. Rafael, tudo bem? Ele se virou para ela, uma expressão séria no rosto. Isabela, preciso te contar uma coisa. O tom sério a assustou. O quê? Este almoço não foi só para eles te conhecerem.
Como assim? Rafael respirou fundo. Foi para eu pedir a bênção deles para algo que quero te perguntar. O coração de Isabela parou completamente quando Rafael abriu o porta-luvas e tirou uma pequena caixinha de veludo. O mundo de Isabela parou completamente.
A pequena caixinha de veludo azul marinho parecia brilhar entre as mãos de Rafael e ela sentiu como se o ar tivesse sido sugado de seus pulmões. “Rafael”, ela sussurrou. Isabela, escute-me primeiro.” Ele disse, sua voz tremendo ligeiramente. “Sei que pode parecer muito rápido. Sei que nos conhecemos há apenas alguns meses, mas também sei que nunca senti nada parecido com o que sinto por você. Ela estava em choque completo, incapaz de formar palavras.
Rafael pegou sua mão esquerda gentilmente. Você me mostrou que existe vida além do trabalho. Me mostrou que posso ser mais do que apenas um CEO. Com você, eu sou apenas Rafael. Ah, esse Rafael é completamente irremediavelmente apaixonado por você. Lágrimas começaram a rolar pelo rosto de Isabela. Quando quase te perdi por causa de Lucas, quando pensei que podia perder você por causa da investigação, percebi que não quero passar um dia sequer sem você na minha vida.
Rafael abriu a caixinha revelando um anel de noivado simples, mas deslumbrante, um diamante solitário em ouro branco, elegante e atemporal. “Rasabela Santos”, ele disse, sua voz ficando mais forte. “Quer casar comigo?” O silêncio no carro pareceu se estender por uma eternidade.
Isabela olhou para o anel, depois para os olhos dourados de Rafael, depois de volta para o anel. “Rafael, eu Você não precisa responder agora. ele disse rapidamente, interpretando mal sua hesitação. “Posso esperar quanto tempo precisar. Só queria que soubesse que sim.” Ela gritou de repente, surpreendendo ambos. “Sim, sim, mil vezes sim.” O rosto de Rafael se iluminou com um sorriso radiante.
Com mãos ligeiramente trêmulas, ele tirou o anel da caixinha e o colocou no dedo de Isabela. Serviu perfeitamente. “Como você sabia o tamanho?”, ela perguntou através das lágrimas. Marina pode ter me ajudado a descobrir”, ele admitiu com um sorriso travesso. Isabela riu e chorou ao mesmo tempo, admirando o anel em seu dedo. É lindo, Rafael. Perfeito, igual a você. Eles se beijaram profundamente.
Um beijo cheio de promessas e futuros sonhados. Quando se separaram, Isabela o olhou com uma expressão séria. “Rafael, preciso te contar algo também.” “O quê? Estou apavorada.” Ele franziu o senho preocupado. Por quê? Porque isso é tudo o que sempre sonhei, mas nunca pensei que poderia ser real. Tenho medo de acordar e descobrir que foi tudo um sonho.
Rafael segurou seu rosto entre as mãos, forçando-a a olhar em seus olhos. Amor, isso é real. Eu sou real. O que sinto por você é real e vou passar o resto da minha vida te lembrando disso todos os dias. Promete? Prometo. Eles ficaram abraçados no carro por alguns minutos, processando a magnitude do que havia acabado de acontecer.
“Rafael”, Isabela disse de repente. “Sim, meus pais sabiam? Não sabiam? Rafael riu. Seu pai me deu permissão oficialmente. Sua mãe me deu conselho sobre que tipo de anel você gostaria. Conspiradores. Isabela fingiu indignação. Todos vocês conspiraram contra mim. Na verdade, Rafael disse, parecendo ligeiramente nervoso. Tem mais uma coisa.
O que mais? Fernanda ajudou a escolher o anel e Marina organizou a logística. E a Dra. Patrícia me deu conselhos legais sobre contratos prénupsciais. Se você quiser, um. Isabela o encarou. Quantas pessoas estavam envolvidas nesta conspiração? Tecnicamente, todas as pessoas que se importam com você.
Isabela balançou a cabeça rindo. Eu deveria estar brava, mas não está. Não estou tocada que tantas pessoas queriam ver você me fazer feliz. Rafael começou o carro e eles dirigiram em um silêncio confortável por alguns minutos. Isabela ainda admirando o anel no dedo.
“Para onde estamos indo?”, Ela perguntou quando percebeu que não estavam indo na direção do apartamento dela para comemorar adequadamente. 20 minutos depois, eles pararam em frente ao mesmo hotel onde tudo havia começado, o hotel Unique São Paulo. Rafael, por que aqui? Porque foi aqui que nos conhecemos. Foi aqui que nossa história começou. Queria que fosse aqui que começássemos nossa nova história.
Eles entraram no hotel e foram direto ao bar no terraço com vista panorâmica da cidade. Rafael pediu champanhe, quando chegou levantou sua taça. “Um brinde?”, ele disse, “a que há mulheres corajosas que se agarram em estranhos quando precisam de ajuda. Há beijos que mudam vidas inteiras e a segundas chances que se transformam em para sempre.” “Para sempre?”, Isabela repetiu, testando as palavras.
Para sempre, Rafael confirmou, se você me permitir. Eles brindaram e Isabela sentiu uma felicidade tão intensa que chegava a ser assustadora. Rafael, ela disse depois de alguns goles de champanhe. Posso confessar algo? Qualquer coisa. Naquela primeira noite, quando te beijei e saí correndo, não foi só porque estava envergonhada, não. Também foi porque senti algo que nunca havia sentido antes.
Foi como se meu mundo tivesse virado de cabeça para baixo em segundos. Rafael pegou sua mão, o polegar acariciando o anel novo. E como se sente agora? Como se meu mundo finalmente tivesse se ajeitado do jeito certo. O celular de Isabela vibrou. Era uma mensagem de Fernanda. Já disse sim. Estou morrendo de curiosidade. Isabela mostrou a mensagem para Rafael que riu. Posso responder? Ela perguntou. Claro.
Isabela tirou uma foto do anel e enviou para Fernanda com a legenda. Disse sim. O telefone imediatamente começou a tocar. Era Fernanda, Isabela Santos. Ela gritou assim que Isabela atendeu. Eu não acredito, Fer, você está gritando? Eu estou gritando porque minha melhor amiga acabou de ficar noiva do homem perfeito.
Rafael podia ouvir Fernanda do outro lado da linha e estava rindo. Fernanda quer falar com você, Isabela disse passando o telefone. Fernanda. Rafael disse Rafael, se você machucar minha amiga, eu te cao até o fim do mundo. Não vou machucar ela, Fernanda, prometo. Bom, agora quando é o casamento, porque preciso de pelo menos seis meses para planejar meu vestido de madrinha.
Rafael olhou para Isabela. Quando você quer casar? Ele perguntou. A pergunta a pegou desprevenida. Eu não sei quando você quer. Amanhã, se fosse possível. Isabela sorriu. Que tal em seis meses? Tempo suficiente para planejar, mas não tanto que eu fique nervosa demais. Perfeito. Rafael respondeu ao telefone. Fernanda, se meses. Perfeito.
Passa o telefone de volta para Isa. Fer, você está impossível. Isabela disse quando recuperou o telefone. Estou feliz. Estou mais feliz que você, se isso for possível. Isa, você merece tudo isso e mais. Depois de mais 10 minutos de gritaria entusiástica de Fernanda, Isabela finalmente desligou. Ela está animada. Rafael observou.
Ela te ama quase tanto quanto me ama. Quase, quase. Mas não se preocupe, você ainda é meu número um. Eles ficaram no terraço até o pôr do sol pintar São Paulo de dourado e rosa, planejando sonhos e fazendo promessas.
Mas enquanto eles celebravam seu futuro juntos, nenhum dos dois imaginava que Lucas havia conseguido uma liberdade condicional e estava naquele exato momento planejando uma última jogada desesperada para destruir a felicidade deles. Três dias após o noivado, Isabela estava em seu apartamento organizando os convites de casamento quando seu celular tocou. Era a Dra. Patrícia. Isabela precisa saber de uma coisa.
Lucas conseguiu liberdade condicional. O sangue de Isabela gelou. Como assim? Advogado bom, fiança alta. Ele está proibido de se aproximar de você, mas queria que soubesse. Depois de desligar, Isabela ligou imediatamente para Rafael. Ele não pode fazer nada. E amor. Rafael a tranquilizou. Tem uma ordem de restrição.
Se chegar perto de você, volta direto para a cadeia. Mas Rafael, Isabela, confie em mim. Não vou deixar ele te machucar novamente. Naquela noite, Isabela estava trabalhando tarde em seu projeto. O canteiro de obras havia começado oficialmente na semana anterior, quando ouviu passos no corredor do prédio. Eram quase 11 da noite. Ela se aproximou da porta e olhou pelo olho mágico. Seu coração parou.
Lucas estava no corredor, parado em frente à sua porta. Com mãos trêmulas, ela pegou o celular para chamar a polícia, mas Lucas começou a falar: “Isa, sei que está aí, só quero conversar 5 minutos. Vou chamar a polícia.” Ela gritou através da porta. “Chame, mas antes escute o que tenho para dizer sobre seu namorado perfeito.” Algo no tom da voz dele a fez hesitar.
“Você tem 3 minutos. Fale da porta mesmo. Rafael não é quem você pensa, Isa. Fiz uma pesquisa sobre ele enquanto estava preso. Lucas, você está violando a ordem de restrição. Vai embora. Ele estava noivo antes, há dois anos. A noiva terminou tudo na véspera do casamento. Isabela sentiu como se tivesse levado um soco no estômago.
Rafael nunca havia mencionado um noivado anterior. Está mentindo. O nome dela é Larissa Cardoso. Procura na internet. Ela disse em uma entrevista que ele era o orcahólic obsessivo, que nunca tinha tempo para ela, que só se importava com dinheiro e poder. As palavras de Lucas ecoaram na mente de Isabela.
Rafael realmente era orcaholic, realmente era obsecado com a empresa. E sabe por ela terminou, Isa? Porque descobriu que ele estava usando o relacionamento para ter acesso à empresa do pai dela. Casamento de conveniência. Mentira! Isabela gritou. Mas sua voz saiu menos convincente do que gostaria. “Procura a verdade, Isa!” Antes de cometer o erro da sua vida. Ela ouviu os passos dele se afastando pelo corredor.
Com mãos tremendo, Isabela ligou seu laptop e pesquisou: “Rafael Oliveira, Larissa Cardoso.” Os resultados a fizeram sentar pesadamente no sofá. Havia várias fotos deles juntos em eventos sociais dois anos atrás. Larissa era linda, sofisticada, claramente da alta sociedade paulistana, e havia, de fato, uma entrevista dela em uma revista de fofocas seis meses atrás. Isabela leu com o coração apertado.
Rafael é um homem ambicioso e não há nada de errado nisso, mas nossa relação se tornou mais sobre negócios do que amor. Quando percebi que ele estava mais interessado na fusão entre nossas empresas do que em mim como pessoa, soube que tinha que terminar. A entrevista continuava.
Ele é charmoso e sabe dizer as palavras certas, mas no fundo só se importa com poder e dinheiro. Espero que algum dia encontre alguém que consiga mudar isso nele. Mas não era eu. Isabela fechou o laptop sentindo náusea. E se Lucas estivesse certo? E se ela fosse apenas mais uma conveniência para Rafael, a estagiária jovem e impressionável que ele podia moldar e controlar, seu telefone tocou. Era Rafael. Oi, amor.
Como foi seu dia? A voz dele, que sempre a tranquilizava, agora soava diferente. Calculista, Rafael. Ela disse, sua voz saindo estranha. Tudo bem, você parece diferente. Precisamos conversar. Claro. Passo aí agora ou prefere amanhã. Agora. 20 minutos depois, Rafael estava em sua porta.
No momento em que ele entrou, Isabela viu algo que nunca havia notado antes, como ele observava o apartamento pequeno dela, como seus olhos analisavam cada detalhe. “Isabela, o que aconteceu?”, ele perguntou, sentando-se ao lado dela no sofá. “Quem é Larissa Cardoso?” A mudança na expressão de Rafael foi sutil, mas Isabela anotou: “Surpresa, então guarda então algo que parecia culpa.
Como você soube sobre Larissa? Então é verdade, vocês eram noivos. Rafael passou as mãos pelos cabelos. Isabela, posso explicar? Dois anos atrás. Você ia casar com ela e não me contou porque não tem importância. Não tem importância? Isabela se levantou. Rafael, você me pediu em casamento sem mencionar que já foi noivo antes.
Por que foi um erro, Larissa? Foi um erro completo. Foi um erro ou ela descobriu seus verdadeiros motivos? Rafael ficou em silêncio por um momento muito longo. Isabela, o que exatamente você quer saber? Quero saber se você estava usando ela para ter acesso à empresa da família. Quero saber se está fazendo a mesma coisa comigo. Isso é ridículo.
É, eu tenho talento arquitetônico que pode beneficiar sua empresa. Tenho um projeto que vai dar prestígio para a Oliveira Arquitetura. Não é conveniente ter uma esposa arquiteta brilhante? Rafael se levantou também, frustração clara em seu rosto. Isabela, você está sendo manipulada. Quem te contou sobre Larissa? Isso não importa. Claro que importa. Foi Lucas, não foi? Ele veio aqui. O silêncio de Isabela foi resposta suficiente.
Jesus, Isabela, você vai acreditar em um stalker condenado em vez de acreditar em mim? Eu li a entrevista dela, Rafael. Ela disse que você só se importa com poder e dinheiro. E você acredita nisso? Eu não sei mais em que acreditar. Eles ficaram parados, um de frente para o outro, a tensão crescendo entre eles.
Está bem. Rafael disse finalmente, sua voz ficando perigosamente calma. Quer a verdade sobre Larissa? Toda ela. Isabela assentiu. Sim. Eu pedi ela em casamento. Sim. Havia conveniência de negócios. Mas sabe por realmente terminamos? Por quê? Porque na noite antes do casamento percebi que não a amava. Percebi que estava me casando por conveniência, por expectativas, por tudo, exceto amor.
Rafael se aproximou dela e sabe como eu soube que não a amava? Isabela balançou a cabeça porque quando pensei em passar o resto da minha vida com ela, senti nada, nenhuma emoção, nenhuma alegria. Era como assinar um contrato. Ele pegou as mãos de Isabela.
Quando penso em passar o resto da minha vida com você, sinto como se o mundo inteiro fizesse sentido pela primeira vez. Lágrimas começaram a rolar pelo rosto de Isabela. Rafael, Isabela, posso jurar para você. Meus sentimentos por você são reais. Você não é conveniência, não é um projeto de negócios, não é nada além da mulher que eu amo mais do que a minha própria vida.
Mas e se você mudar de ideia? E se depois do casamento você voltar a ser só work e eu for apenas acessório? Rafael soltou suas mãos e foi até a janela, ficando de costas para ela por um longo momento. “Iabela”, ele disse finalmente, “Se você não confia em mim, não deveríamos nos casar”. As palavras a atingiram como um raio. “O que você está dizendo?” Rafael se virou para encará-la, e ela viu dor profunda em seus olhos dourados.
Estou dizendo que amor sem confiança não é amor, é medo. Rafael, você precisa decidir, Isabela. Vai acreditar em cada ex-namorado tóxico que aparecer com histórias sobre mim? Vai questionar cada decisão minha baseada no que outras pessoas disserem. Isabela o encarou, lágrimas caindo livremente.
Ou vai confiar no homem que está na sua frente, que te ama mais do que qualquer coisa no mundo, e que provaria isso para você todos os dias pelo resto de nossas vidas? O apartamento ficou em silêncio absoluto. Eu preciso de tempo”, Isabela sussurrou. Rafael assentiu lentamente, pegou sua jaqueta e se dirigiu à porta. Eu te amo, Isabela Santos, e vou continuar te amando, não importa o que você decida, mas não posso lutar contra fantasmas e ex-namorados pelo resto de nossas vidas. Ele parou na porta.
Quando decidir se quer construir um futuro comigo baseado em confiança mútua, me liga até lá. Talvez seja melhor darmos um tempo. A porta se fechou suavemente atrás dele, deixando Isabela sozinha com seu anel de noivado e um coração partido. Durante três dias, Isabela não saiu do apartamento.
Fernanda apareceu na quinta-feira à noite, encontrou a amiga na cama, ainda de pijama, cercada de lenços usados. Isa, querida, o que houve? Isabela contou tudo. A visita de Lucas, a pesquisa sobre Larissa, a discussão com Rafael. Fernanda ouviu tudo em silêncio, depois se levantou e foi até o laptop de Isabela. Fer, o que está fazendo? Pesquisando. 15 minutos depois, Fernanda voltou para o quarto com uma expressão séria. Raisa precisa ver uma coisa.
Ela mostrou a tela do laptop. Era um artigo de jornal de dois anos atrás. Empresário Rafael Oliveira cancela casamento horas antes da cerimônia, perdendo fusão milionária. Isabela leu rapidamente. O artigo explicava que Rafael havia perdido uma oportunidade de negócio de R milhões de reais quando cancelou o casamento.
Isa, Fernanda, disse gentilmente, se ele fosse realmente interesseiro, teria casado e pega os 50 milhões. Ele literally perdeu dinheiro para não se casar sem amor. Isabela continuou lendo. Havia uma citação de Rafael. Algumas coisas são mais importantes que dinheiro. Integridade emocional é uma delas. E tem mais. Fernanda continuou mostrando outro artigo. Lucas foi preso novamente ontem por violação da ordem de restrição.
A polícia tem câmeras de segurança do seu prédio. Isabela olhou para a amiga, depois para o anel ainda em seu dedo. Fer, eu estraguei tudo. Ainda não, mas precisa correr atrás. Uma hora depois, Isabela estava no lobby do prédio de Rafael, implorando ao porteiro que a deixasse subir. Senhorita. O Sr. Oliveira deixou instruções claras. Por favor”, ela implorou. “Só 5 minutos.
Se ele não quiser me ver depois disso, eu nunca mais volto.” O porteiro, claramente tocado pelo desespero dela, fez a ligação. “Senhor Oliveira, a noiva do senhor está aqui?” “Sim, senhor. Entendo.” “Sim, senhor.” Ele desligou. “Pode subir.” Apartamento 2801. Isabela tomou o elevador com o coração na boca. Quando as portas se abriram, Rafael estava esperando no corredor.
Ele estava de pijama. cabelos bagunçados, olhos cansados, estava claramente sofrendo tanto quanto ela. “Rafael, Isabela, posso entrar?” Ele hesitou por um momento, depois se afastou para deixá-la passar. O apartamento era exatamente como ela imaginava, moderno, elegante, mas frio. Não havia personalidade, não havia vida. “Rafael, ela começou. Eu fui idiota. Não foi idiota. Foi manipulada.
Fui idiota por deixar ser manipulada. Eles ficaram no centro da sala, 2 m de distância entre eles, parecendo um abismo. Pesquisei sobre o cancelamento do seu casamento anterior. Isabela disse, sobre os 50 milhões que você perdeu. Rafael não disse nada. E entendi que um homem que perde 50 milhões para não se casar sem amor não é um homem que casa por conveniência. Isabela, me deixa terminar, por favor. Ela respirou fundo.
Eu te amo. Te amo mais do que pensei ser possível amar alguém. E foi exatamente isso que me assustou. Rafael franziu o senho. Quando Lucas plantou aquelas dúvidas, foi mais fácil acreditar nelas do que acreditar que algo tão bom quanto o nosso amor pudesse ser real. Lágrimas começaram a cair pelo rosto dela.
Porque se fosse real significaria que eu mereço ser feliz. E isso é mais aterrorizante do que qualquer coisa. Rafael deu um passo em direção a ela. Isabela, eu confio em você, Rafael. Confio no seu amor, nas suas intenções, no nosso futuro. E se você ainda me quiser, prometo que nunca mais vou deixar ninguém plantar dúvidas entre nós.
Rafael ficou parado por um momento que pareceu uma eternidade. Então, abriu os braços. Isabela correu para ele e eles se abraçaram desesperadamente. “Eu te amo tanto”, ela soluçou contra seu peito. “Eu também te amo”, ele murmurou em seus cabelos. “Estes três dias foram os piores da minha vida. Eles ficaram abraçados por longos minutos, reconstituindo a conexão que quase haviam perdido.
” “Rafael”, Isabela disse finalmente, se afastando para olhar em seus olhos. “Sim, ainda quer casar comigo?” Em resposta, ele a beijou profundamente. Um beijo que transmitia todo amor, perdão e promessa de futuro. Quando se separaram, ele apoiou a testa na dela. S. Isabela Santos, eu me casaria com você hoje, se fosse possível. Que tal em três meses em vez de seis? Perfeito. Três meses depois.
A igreja estava repleta de flores brancas e amarelas, criando uma atmosfera de sonho. Isabela, deslumbrante em um vestido simples, mas elegante, caminhava pelo corredor ao som de violino, o braço entrelaçado no de seu pai. Rafael a esperava no altar, impecável em seu smoking, mas seus olhos dourados estavam fixos apenas nela, brilhando com amor e adoração. Quando o Senor Antônio colocou a mão de Isabela na de Rafael, sussurrou: “Cuide bem da nossa menina.
Sempre Rafael prometeu. A cerimônia foi simples e emocionante. Quando chegou a hora dos votos, Rafael falou primeiro: “Isabela, você me ensinou que amor verdadeiro não é sobre encontrar alguém perfeito, mas sobre encontrar alguém que torna você querer ser melhor. Prometo amar você em todos os seus humores, apoiar todos os seus sonhos e escolher você todos os dias pelo resto da nossa vida”.
Isabela, com lágrimas nos olhos, respondeu: “Rafael, você me mostrou que confiar é um ato de coragem, não de fraqueza. Prometo confiar em você, crescer com você e construir uma vida linda ao seu lado para sempre.” “Podem beijar a noiva”, disse o padre. O beijo foi suave, cheio de promessa, e selou não apenas seu casamento, mas o começo de uma nova vida juntos. Na festa realizada no jardim da casa dos pais de Isabela, Fernanda fez um discurso que deixou todos emocionados.
Conheci Isabela há 10 anos. Vi ela apaixonada. Vi ela com o coração partido. Vi ela duvidando de si mesma, mas nunca a vi tão completa quanto hoje. Rafael, você não ganhou apenas uma esposa, ganhou uma parceira, uma igual, alguém que vai desafiar você a ser melhor todos os dias. Ela ergueu a taça. A Rafael e Isabela.
Que vocês continuem se apaixonando um pelo outro todos os dias pelos próximos 50 anos. Durante a festa, enquanto dançavam sua primeira dança como marido e mulher, Rafael sussurrou no ouvido de Isabela. Senhora Oliveira, como se sente? Como se minha vida real estivesse apenas começando. Ela respondeu.
E se sente? Isabela olhou ao redor, seus pais radiantes, Fernanda chorando de felicidade, Marina tirando mil fotos, colegas da empresa brindando ao casal. “Me sinto em casa”, ela disse pela primeira vez na vida, me sinto completamente em casa. No final da noite, quando estavam se despedindo dos convidados, dona Carmen puxou Rafael para um canto.
“Filho,” ela disse, “brigada por trazer nossa filha de volta. Como assim? Desde que vocês se conheceram, Isabela voltou a brilhar. Voltou a acreditar que merece ser feliz. Rafael olhou para sua esposa, que estava rindo com Fernanda, o rosto iluminado de alegria. “Na verdade, mãe Carmen,” ele disse. “Foi ela quem me trouxe de volta. Epílogo: dois anos depois.
Isabela estava de pé no meio do projeto de renovação urbana finalizado, observando famílias brincando na nova praça, crianças correndo entre as árvores plantadas, idosos conversando nos bancos sombreados. “Orgulhosa?”, Rafael, perguntou se aproximando por trás e envolvendo-a em seus braços. Realizada, ela corrigiu.
Este projeto mudou a vida de centenas de pessoas e ganhou três prêmios de arquitetura sustentável. Os prêmios são bônus. Isso aqui? Ela apontou para uma criança, ajudando um idoso a alimentar os pombos. Isso é o que realmente importa. Rafael beijou seu pescoço suavemente. Amo como você vê o mundo e eu amo como você me ajuda a mudá-lo. Eles ficaram observando a movimentação da praça em silêncio confortável.
Rafael, Isabela disse de repente. Sim. Lembra quando me perguntou se eu me sentia pronta? Lembro. Bem. Ela se virou em seus braços, sorrindo misteriosamente. Acho que estou pronta para a nossa próxima aventura. Rafael franziu o senho, confuso. Isabela pegou sua mão e a colocou sobre sua barriga, ainda lisa. Nossa próxima aventura vai chegar em sete meses.
Os olhos dourados de Rafael se arregalaram quando ele compreendeu. Isabela, você está grávida? Ela confirmou, rindo da expressão de choque total no rosto dele. Rafael a levantou do chão e a girou. Bolt rindo e chorando ao mesmo tempo. “Eu te amo”, ele disse quando a colocou de volta no chão.
“Eu também te amo”, ela respondeu: “Para sempre.” Enquanto se beijavam no meio da praça que Isabela havia sonhado e Rafael havia tornado realidade, cercados pela vida e alegria que haviam criado juntos, ambos sabiam que algumas histórias de amor são destinadas a durar para sempre. E às vezes as melhores histórias começam quando uma mulher desesperada se agarra no primeiro homem que vê, sem saber que acabou de encontrar seu destino.
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