Você já sentiu seu coração em chamas ao ver alguém? Aquela sensação que queima por dentro e te faz tremer? Isso é exatamente o que aconteceu com nossa protagonista quando ela conheceu o homem que mudaria sua vida para sempre. Uma história de paixão, segredos e segundas chances que te manterá grudado na tela.
Mas antes de começar, me diga de onde você nos assiste. Escreva nos comentários e não se esqueça de se inscrever e dar um like neste vídeo, porque esta história vai te conquistar. Vamos começar. A chuva caía com força sobre os vidros da cafeteria grão carioca. Enquanto Bun Isabela Viana observava nervosa a entrada.
Seus dedos traçavam círculos imaginários sobre a mesa de madeira e seus olhos verdes examinavam cada rosto que cruzava a porta. Era seu primeiro encontro às cegas em três anos e a ansiedade lhe corroía o estômago. “Calma, Bela”, ela murmurou para si mesma, ajeitando seu vestido preto pela enésima vez. “É só um jantar. O que pode dar errado?” Às 8 em ponto, a campainha da entrada te lintou e um homem alto entrou, sacudindo a chuva do casaco. Isabela sentiu o ar escapar de seus pulmões.
Não era o advogado de 50 anos que sua irmã havia descrito. Este homem tinha talvez 35 anos, cabelo escuro, levemente bagunçado pela chuva. E quando seus olhos azuis encontraram os dela, o tempo parou. “Isabela?”, ele perguntou com uma voz grave que a fez estremecer. Ela a sentiu incapaz de dizer uma palavra. Ele se aproximou com um sorriso que iluminou toda a cafeteria.
Sou o Alexandre Santos. Sua irmã me disse que você era linda, mas ficou bem a quem da verdade. Isabela sentiu o calor subir por suas bochechas. Eu pensei que você fosse ser hum diferente, mais velho. Alexandre riu, tirando o casaco. Carmen me contou a mesma coisa sobre você. Disse que você tinha 40 anos. Eu tenho 26, exclamou Isabela indignada. E eu 34.
Parece que sua irmã e meu primo resolveram ser criativos com os detalhes. Enquanto Alexandre se sentava à sua frente, Isabela notou as pequenas rugas ao redor de seus olhos quando ele sorria, a forma como suas mãos grandes manuseiavam o cardápio com cuidado e como sua presença preenchia todo o espaço entre eles. Então ele disse, olhando-a diretamente nos olhos: “Quer fugir daqui ou dar uma chance a essa farça?” Isabela sentiu uma faísca de rebeldia as acender em seu peito.
Algo na maneira como ele a olhava a fazia sentir-se corajosa. Vamos ficar, mas prometo que se esta noite for um desastre, farei a Carmen pagar caro. Fechado. Sorriu Alexandre, estendendo a mão para ela. Quando seus dedos se tocaram para selar o acordo, uma descarga elétrica percorreu os dois. Isabela retirou a mão abruptamente, assustada com a intensidade da sensação.
“Sentiu isso?”, perguntou Alexandre com os olhos brilhantes. Isabela engoliu em seco. “Não sei do que você está falando, mas ambos sabiam que ela estava mentindo. Algo havia começado entre eles, algo que nenhum dos dois estava preparado para enfrentar.
As duas horas seguintes voaram como se tivessem sido minutos. Isabela descobriu que Alexandre era arquiteto, não advogado, e que havia projetado alguns dos edifícios mais icônicos de São Paulo. Ele, por sua vez, ficou fascinado ao saber que ela era chefe e havia trabalhado em restaurantes de renome internacional. “Por que você voltou para o Kilass?”, perguntou Alexandre, observando como ela gesticulava ao falar de sua paixão pela culinária. “Meu pai ficou doente”, respondeu Isabela. sua expressão se fechando.
Eu precisava ficar perto da família. Agora eu cuido do restaurante da família. Deve ser difícil abrir mão dos seus sonhos pela família. Eu não abri mão ela disse com firmeza. Só adiei. Alexandre se inclinou para a frente, estudando seu rosto. Você é mais forte do que aparenta. E você? Perguntou Isabela, mudando de assunto, pois a intensidade do olhar dele a deixava nervosa. O que te trouxe de volta ao rio? Um projeto especial.
Eu vou projetar o novo centro cultural da cidade. Os olhos de Isabela se iluminaram. Isso é incrível. Sempre sonhei em ter meu próprio restaurante lá. Sério? Alexandre sorriu. Talvez a gente possa fazer isso acontecer. Não diga coisas que não sente, murmurou Isabela baixando o olhar. Alexandre estendeu a mão e gentilmente levantou seu queixo para que ela o olhasse.
Eu nunca digo coisas que não sinto, Isabela. É uma promessa. O toque de seus dedos na pele dela a queimou. Isabela se afastou suavemente, o coração batendo descontroladamente. “Acho que acho que preciso ir”, ela sussurrou. “Eu disse algo errado?” “Não é só que Isabela lutou para encontrar as palavras. Faz muito tempo que eu não sinto isso.
” “O que é isso?”, perguntou Alexandre, embora ambos soubessem a resposta. Isabela o olhou diretamente nos olhos, reunindo coragem. Uma química perigosa. Alexandre sorriu lentamente. O melhor tipo de química. Isabela se levantou abruptamente, pegando sua bolsa. Obrigada pelo jantar, Alexandre. Foi memorável. Isabela, espera.
Ele se levantou também. Posso te ver de novo. Ela parou na porta sem se virar. Não acho que seja uma boa ideia. Por que não? Isabela finalmente se virou para olhá-lo. Porque eu tenho a sensação de que você poderia partir meu coração sem nem mesmo tentar. E com essa confissão devastadora, ela saiu na chuva, deixando Alexandre de pé na cafeteria, completamente cativado e decidido a provar que ela estava errada.
Durante a semana seguinte, Isabela tentou esquecer Alexandre, mas ele parecia estar em todos os lugares. O rosto dele aparecia nas revistas de arquitetura que sua irmã comprava. Sua voz ecoava em seus sonhos. E toda vez que ela passava pela cafeteria onde eles se conheceram, seu coração acelerava. Na sexta-feira de manhã, enquanto preparava o menu do dia no Sabor do Nordeste, o restaurante de sua família, ela ouviu vozes conhecidas no salão.
“É nele é o arquiteto mais talentoso de sua geração”, dizia Carmen, sua irmã. “O Alexandre Santos vai revolucionar o horizonte do Rio de Janeiro.” Isabela espiou da cozinha e congelou. Alexandre estava sentado em uma mesa com Carmen e outros três homens de terno, revisando plantas arquitetônicas. como se tivesse sentido o olhar dela. Ele levantou à vista e seus olhos se encontraram. O sorriso que se abriu em seu rosto foi devastador.
“Com licença”, ele disse a seus acompanhantes. “Acho que acabei de ver a chefe mais talentosa do Rio.” Isabela desapareceu imediatamente na cozinha, o coração batendo tão forte que ela tinha certeza de que todo o restaurante podia ouvi-lo. 5 minutos depois, Carmen entrou na cozinha com uma expressão travessa. “Adivinha quem perguntou por você?”, ela cantarolou.
Não quero saber, mentiu Isabela, concentrando-se intensamente em picar cebolas. Ele disse que quer contratar seus serviços para o evento de inauguração do Centro Cultural. Isabela parou de repente. O quê? É um evento para 500 pessoas, investidores, políticos, artistas. Ele precisa do melhor buffet da cidade. Carmen, eu não posso. Claro que pode.
É a chance da sua vida, Bela, você poderia abrir seu próprio restaurante com o dinheiro que eles pagariam. Isabela mordeu o lábio inferior, considerando: “Era verdade que ela precisava do dinheiro e a exposição seria inestimável para sua carreira.” “Onde ele está?”, ela perguntou finalmente, na mesa seis, esperando sua resposta.
Isabela tirou o avental, ajeitou o cabelo e saiu para o salão com toda a dignidade que pôde reunir. Alexandre se levantou quando a viu se aproximar. “Senhor Santos”, ela disse formalmente. “Senhorita Viana”, ele respondeu com os olhos dançando de diversão. “Espero que possa me ajudar. Eu entendi que você precisa de serviços de buffet do melhor do Rio. E depois de provar o baião de dois que eu comi aqui na semana passada, eu sei que encontrei.
Isabela franziu a testa. Semana passada. Eu não me lembro de ter-te visto. Eu vim todos os dias, confessou Alexandre com um sorriso tímido, esperando ter a coragem de falar com você. O coração de Isabela se derreteu um pouco, mas ela manteve sua postura profissional.
Eu terei que verificar meus termos e condições, tudo o que você pedir. Ele a interrompeu. Mas há uma condição. Qual? Alexandre se aproximou um passo, baixando a voz para que só ela pudesse ouvir. Que você jante comigo amanhã para discutirmos os detalhes. Isabela o olhou com desconfiança. Isso é um truque completamente. Ele admitiu sem vergonha.
Funcionou? Apesar de si mesma, Isabela sorriu. Eu te vejo amanhã às 8. Mas isso é estritamente profissional. Claro, concordou Alexandre, embora a maneira como ele a olhava sugerisse exatamente o contrário. Enquanto Isabela voltava para a cozinha, ela não conseguia se livrar da sensação de que acabara de fazer um acordo com o diabo, um diabo devastadoramente atraente, que de repente fazia seu mundo ordinário parecer cheio de possibilidades perigosas. O segundo encontro foi completamente diferente do primeiro. Alexandre a levou ao Fi Otec, um dos
restaurantes mais exclusivos do Rio, onde conseguir uma reserva exigia meses de espera. “Como você conseguiu isso?”, perguntou Isabela, observando o interior vanguardista do lugar. “Eu projetei a casa do chefe”, respondeu Alexandre com naturalidade. “tem suas vantagens.
” Isabela se sentiu intimidada pela sofisticação do lugar, mas Alexandre parecia completamente relaxado, como se jantar em restaurantes de três estrelas Michelan fosse sua rotina normal. “Me fale sobre o evento”, disse Isabela, tentando manter a conversa em território seguro. 500 pessoas, comida que represente a diversidade cultural do Rio, apresentação impecável.
Alexandre enumerou, mas há algo mais importante que eu quero discutir. O quê? Por que você tem tanto medo de mim? Isabela quase engasgou com seu vinho. Eu não tenho medo de você. Toda vez que nos aproximamos, você constrói uma parede. Por quê? Isabela colocou sua taça na mesa, seus dedos tremendo levemente. Porque homens como você não ficam com mulheres como eu? O que isso quer dizer? Olhe ao redor, Alexandre.
Este é o seu mundo. Você janta em lugares como este, projeta prédios milionários, provavelmente sai com modelos e atrizes. Isabela fez uma pausa reunindo coragem. Eu cuido de um pequeno restaurante de família na Gilapá. Nós somos de mundos diferentes. Alexandre se inclinou para a frente, seus olhos intensos.
Você sabe qual foi minha primeira comida favorita? Isabela balançou a cabeça. A cocada que minha avó fazia na cozinha de 2 m quadrados dela no interior de P Minas custava 50 centavos e era mais deliciosa do que qualquer prato que eu já comi nesses lugares chiques. Isabela sentiu suas defesas se rachando.
A comida de verdade, continuou Alexandre, vem do coração como a sua. E as mulheres de verdade têm paixão, determinação e não tem medo de trabalhar por seus sonhos como você. Alexandre, não termine. Ele a interrompeu, pegando a mão dela sobre a mesa. Me deixe te conhecer de verdade, sem paredes, sem medos, sem desculpas.
Isabela olhou para as mãos unidas e sentiu algo se derreter em seu peito. “E se você não gostar do que encontrar?” “Impossível”, ele sussurrou, acariciando os nós dos dedos dela com o polegar. “Eu já estou meio apaixonado pelo pouco que eu vi”. As palavras atingiram Isabela como um raio. Não diga isso. Por quê? É tão terrível a ideia de que alguém se apaixone por você? Isabela retirou a mão sentindo pânico.
Sim, porque quando termina dói demais. A expressão de Alexandre se suavizou com compreensão. Alguém te machucou profundamente. Não era uma pergunta. E Isabela não negou. Em vez disso, ela se levantou da mesa. Eu acho que já falamos o suficiente por esta noite. Isabela, não fuja. Vamos conversar sobre isso.
Eu vou enviar a proposta para o buffet amanhã”, ela disse, evitando o olhar dele. “Obrigada pelo jantar.” Alexandre não a seguiu desta vez, mas Isabela sentiu os olhos dele nela até que ela desapareceu na noite do Rio de Janeiro, levando consigo a confissão que havia partido seu coração em pedaços. Isabela não dormiu aquela noite. As palavras de Alexandre ecoavam em sua mente como um som persistente.
Eu já estou meio apaixonado. Era exatamente o que ela havia temido desde o momento em que o viu na cafeteria. Às 6 da manhã, ela já estava na cozinha do restaurante, despejando sua frustração na preparação de bolinhos deim. O trabalho físico sempre havia sido sua terapia. Chegou cedo, observou Carlos, seu subchefe, quando ele entrou às 7. Não consegui dormir. Problemas com homem.
Isabela lançou um olhar mortal para ele. Problemas com complicações desnecessárias. Carlos, que trabalhava com ela há 5 anos, conhecia aquela expressão. Quer conversar sobre isso? Não. Quer que eu faça algo terrível a alguém? Isabela riu apesar de si mesma. Talvez mais tarde, às 10, Carmen apareceu com uma expressão preocupada.
O Alexandre ligou esta manhã, ela disse sem rodeios. Ele quer saber se você está bem. Eu estou perfeitamente bem. Ele também disse que se você não quiser fazer o buffet, ele entende, mas que espera que não seja por razões pessoais. Isabela parou no meio de sua tarefa. Ele disse isso.
Bela, o que aconteceu ontem à noite? Isabela suspirou limpando as mãos no avental. Ele me disse que estava se apaixonando por mim. Carmen arregalou os olhos. Isso é maravilhoso. Não, não é. Por que não? É óbvio que você sente o mesmo. Porque Isabela lutou para encontrar as palavras. Porque a última vez que alguém me disse isso partiu meu coração em mil pedaços. Carmen se aproximou e segurou as mãos da irmã. Bela, isso foi há três anos.
O Alexandre não é o Tomás. Apenas ouvir esse nome fez Isabela estremecer. Tomás, seu ex-noivo, o chefe francês, que havia prometido amá-la para sempre, e depois a deixou por uma herdeira milionária duas semanas antes do casamento. O Tomás também dizia coisas bonitas no começo, murmurou Isabela.
O Tomás era um imbecil pretencioso que nunca te mereceu”, disse Carmen com raiva. “O Alexandre é diferente. Eu vejo na maneira como ele te olha, como ele me olha, como se você fosse o sol que ilumina o mundo dele.” Isabela sentiu seu coração acelerar, mas balançou a cabeça. “Eu não posso arriscar de novo, Carmen. Eu não sobreviveria se acontecesse de novo.
E o que você vai fazer? Ficar escondida nesta cozinha para sempre?” Antes que Isabela pudesse responder, Carlos espiou. Bela, tem alguém aqui para te ver? Isabela e Carmen trocaram olhares. Quem é? Um cara alto, olhos azuis com flores. Ele disse que precisa falar com você com urgência.
O coração de Isabela parou. Diga a ele que diga a ele que estou ocupada. Eu já disse. Ele disse que vai esperar. Há quanto tempo ele está lá? Carlos olhou para o relógio. 3 horas. Carmen gentilmente empurrou a irmã em direção à porta. Vá e fale com ele, Bela, pelo menos ouça o que ele tem a dizer. Isabela engoliu em seco, reuniu coragem e saiu para o salão.
Alexandre estava sentado na mesma mesa da semana passada, com um buquê de peônias cor-de-rosa nas mãos e uma expressão determinada no rosto. Quando a viu, ele se levantou imediatamente. Estas são para você, ele disse, oferecendo as flores. Eu sei que peôas são suas favoritas. Como você sabe disso? A Carmen me contou. Ela também me contou.
Porque você tem tanto medo? Isabela se sentiu traída por uma mistura de fúria e vulnerabilidade. O que exatamente ela te disse? Que alguém te machucou muito profundamente, que prometeu te amar e depois te abandonou? Alexandre deu um passo em direção a ela. Isabela, eu não sou ele. É isso que todos eles dizem. Então me deixe te provar isso.
Isabela o olhou nos olhos, vendo sinceridade, mas também determinação. Era assustador e emocionante ao mesmo tempo. “Eu não sei como”, ela sussurrou. Alexandre sorriu suavemente e estendeu a mão, começando por confiar em mim o suficiente para segurar minha mão.
Isabela olhou para a mão estendida, sabendo que se a pegasse não haveria volta. Seu coração gritava para ela fugir, mas algo mais profundo, algo que havia estado adormecido por três anos, a empurrava para a frente. Lentamente, ela colocou a mão na dele. Alexandre fechou os dedos em volta dos dela com uma ternura infinita. Obrigado por me dar uma chance. E naquele momento, Isabela soube que sua vida estava prestes a mudar para sempre.
O que se seguiu foram as três semanas mais intensas da vida de Isabela. Alexandre não a pressionou, mas também não desistiu. Ele aparecia no restaurante com café e pão de queijo todas as manhãs, a acompanhava ao mercado central para comprar ingredientes e gradualmente se tornou parte de sua rotina diária.
“Eu nunca vi alguém trabalhar com tanto amor”, ele disse uma tarde, observando-a preparar um refogado do zero. “Comida tem alma”, respondeu Isabela, ciente de como ele a observava enquanto ela cozinhava. Se você não colocar amor nela, as pessoas sabem. É por isso que sua comida tem um sabor diferente. Isabela corou. Não sei do que você está falando. Sabe sim, ele disse suavemente, se aproximando por trás enquanto ela mexia o molho. Tudo o que você faz tem sua essência.
Isabela sentiu o calor do corpo dele perto do dela e a respiração dele em seu pescoço. Suas mãos tremeram levemente enquanto segurava a colher de pau. Alexandre. Sim, ele sussurrou sem se afastar. Você está muito perto. Você quer que eu me afaste? Isabela fechou os olhos, saboreando a sensação de tê-lo tão perto. Não.
Alexandre colocou as mãos sobre as dela, ajudando-a a mexer o molho. Assim está bom. Isabela se apoiou levemente no peito dele. Sim. Eles permaneceram assim por vários minutos, movendo-se em perfeita sincronia, até que Isabela se virou em seus braços. Seus rostos ficaram a centímetros de distância. “Alexandre”, ela sussurrou. “Diga. Estou assustada.
Eu também”, ele confessou, acariciando a bochecha dela. “Nunca senti algo assim. O que vamos fazer? O que sentirmos que é o certo?”, Ele disse, encostando a testa na dela, sem pressa, sem pressão, apenas sentindo. Isabela fechou os olhos e se permitiu sentir a solidez de seu peito, o aroma de seu perfume misturado com as especiarias da cozinha, a maneira como seus dedos traçavam padrões suaves em seu rosto. “Isabela”, ele murmurou.
“Hum, posso te beijar?” Ela abriu os olhos e o olhou diretamente. Em seus olhos azuis, ela viu paciência. desejo e algo mais profundo que a fez tremer. “Sim”, ela sussurrou. “O beijo foi suave no início, quase tímido, como se ambos estivessem memorizando o momento.
Mas quando Isabela respondeu entrelaçando os dedos no cabelo dele, a ternura se transformou em algo mais urgente. Alexandre a pressionou suavemente contra a bancada, aprofundando o beijo até que ambos estivessem sem fôlego. Quando finalmente se separaram, suas testas permaneceram juntas. Valeu a pena esperar”, ele murmurou. Isabela riu, sentindo-se tonta e viva ao mesmo tempo. “Só três semanas e você já está falando de esperar.
Eu estive esperando por você a vida toda.” Ele disse com tamanha seriedade que o coração de Isabela deu um pulo. “Alexandre”. “É verdade”, ele insistiu. “Desde o momento em que você entrou naquela cafeteria, eu soube que minha vida tinha mudado para sempre”. Isabela o olhou vendo a honestidade pura em seus olhos, e sentiu que as últimas paredes ao redor de seu coração desmoronavam. “A minha também”, ela confessou em um sussurro.
O sorriso que iluminou o rosto de Alexandre foi como o nascer do sol após uma noite de tempestade. “Isso significa que você vai parar de fugir de mim?” “Significa”, disse Isabela, ficando na ponta dos pés para beijá-lo novamente, que eu vou tentar ser corajosa? E enquanto eles se beijavam na cozinha iluminada pela luz dourada da tarde, ambos sabiam que haviam cruzado um ponto de não retorno.
O que viesse depois seria um território desconhecido, mas eles o enfrentariam juntos. Três meses depois, Isabela e Alexandre haviam encontrado um ritmo perfeito. Ele havia transformado o pequeno escritório acima do restaurante em seu estúdio temporário, trabalhando nas plantas do Centro Cultural, enquanto ouvia Isabela comandar a cozinha lá embaixo.
Ela havia começado a experimentar com receitas para o evento de inauguração e todas as noites ela preparava jantares íntimos, onde eles provavam novas combinações. Era uma vida doméstica. que nenhum dos dois havia planejado, mas que parecia perfeitamente natural. “O que você acha de adicionarmos um toque de açafrão ao risoto?”, perguntou Isabela uma noite, servindo dois pratos. “Eu confio totalmente no seu critério culinário”, respondeu Alexandre, revisando suas plantas.
“Assim como espero que você confie no meu quando você vira o design final do restaurante.” Isabela parou no meio do caminho para a mesa. “Quer restaurante?” Alexandre levantou à vista, percebendo que havia falado demais. Eu queria que fosse uma surpresa. Alexandre, do que você está falando? Ele suspirou e desdobrou uma sessão de plantas que ele havia estado escondendo. O centro cultural inclui três espaços comerciais.
Um deles foi projetado especificamente para um restaurante de alta culinária com influências mediterrâneas e sul-americanas. Isabela olhou para as plantas, seu coração batendo acelerado. Era exatamente o tipo de espaço que ela havia sonhado. Cozinha aberta, bar de degustação, terraço com vista para a cidade. “É lindo”, ela sussurrou. “Mas eu não entendo.
Eu o projetei para você, Isabela. Eu quero que ele seja seu.” A sala ficou em silêncio. Isabela levantou o olhar das plantas para olhá-lo. O quê? O contrato do buffet inclui uma cláusula que te dá a primeira opção para alugar o espaço. A um preço subsidiado. Isabela sentiu o mundo girar ao seu redor. Você não pode fazer isso.
Por que não? Porque porque é demais. É como se Isabela lutou para encontrar as palavras. É como se você estivesse comprando o meu amor. Alexandre se levantou bruscamente, claramente magoado. É isso que você pensa que eu estou tentando te comprar? Eu não sei o que pensar”, exclamou Isabela. “Você aparece na minha vida, me faz sentir coisas que eu tinha jurado nunca mais sentir e agora você me oferece o restaurante dos meus sonhos como se fosse um presente de aniversário.” “Eu fiz isso porque eu te amo”, disse Alexandre, sua voz carregada
de frustração. “Porque eu quero te ver feliz realizando seus sonhos. Mas não são os meus sonhos se você me dá de presente. Eu preciso conquistá-los. Isabela, você é a chefe mais talentosa que eu conheço. Você merece isso. Essa não é sua decisão”, ela gritou, surpreendendo-se com a intensidade de sua própria reação.
“Você não pode simplesmente reorganizar minha vida, porque você acha que é o melhor para mim”. Alexandre a olhou como se a estivesse vendo pela primeira vez. Eu pensei que isso te faria feliz. Isso me faria feliz se fosse algo que eu conquistei por meu próprio mérito, não porque meu namorado arquiteto decidiu criar um espaço para mim.
A palavra namorado ficou paiando no arreo o que eles ainda não haviam dito sobre a relação. “É isso que eu sou para você?”, perguntou Alexandre em voz baixa. “Seu namorado arquiteto?” Isabela percebeu tarde demais como aquilo havia suado. “Alexandre, eu não quis dizer”. “Talvez você tenha razão”, ele disse, começando a enrolar as plantas. “Talvez eu venha de um mundo muito diferente do seu.
Talvez eu não entenda o que é conquistar as coisas. Não foi isso que eu disse, mas foi o que você pensou”. Isabela sentiu o pânico crescendo em seu peito enquanto o via guardar suas coisas. “O que você está fazendo? Te dando espaço para decidir o que você realmente quer, Alexandre? Por favor, vamos conversar sobre isso. Ele parou na porta sem se virar.
Quando você souber se pode amar um homem que vem de um lugar privilegiado, sem ter ressentimento por isso, me ligue. E ele saiu, deixando Isabela sozinha com seus medos e a terrível sensação de que ela acabara de destruir a melhor coisa que havia acontecido em sua vida. A semana se passou sem notícias de Alexandre.
Isabela se afundou no trabalho, preparando-se obsessivamente para o evento de buffet, como se manter as mãos ocupadas pudesse silenciar a dor em seu coração. “Você vai queimar o molho”, observou Carlos, vendo-a mexer uma bechamel agressivamente. “Eu não vou queimar nada”, murmurou Isabela. “Você tem sido uma fúria a semana toda. Quando você vai ligar para ele?” “Eu não vou ligar para ele. Por quê? O cara te ama.
” projetou seu restaurante dos sonhos e você o expulsou por o que exatamente? Isabela parou, olhando para Carlos com lágrimas nos olhos. Porque eu tenho medo de que quando ele vê quem eu realmente sou, ele perceba que eu não sou suficiente para ele. Carlos largou o que estava fazendo e se aproximou dela.
Bela, você já considerou que talvez ele tenha o mesmo medo? O que você quer dizer? que talvez ele também tenha medo de não ser suficiente para você, de que você o veja como o arquiteto rico que não entende o que é trabalho duro. Isabela franziu a testa. Isso é ridículo. É mesmo? Porque foi exatamente isso que você disse a ele. As palavras de Carlos atingiram Isabela como um tapa.
Era possível que Alexandre tivesse interpretado a reação dela como uma rejeição a ele como pessoa. “Ah, meu Deus!”, ela sussurrou. “O que eu fiz? Nada que não possa ser consertado”, disse Carlos suavemente. “Mas você tem que engolir seu orgulho e falar com ele.” Isabela tirou o avental com as mãos trêmulas.
“Você pode cuidar da cozinha? Aonde você vai?” “Consertar a bagunça que eu fiz?” Isabela correu para o prédio de escritórios, onde ela sabia que Alexandre tinha seu estúdio principal. A recepcionista a reconheceu das revistas de sociedade, onde eles haviam começado a aparecer juntos. Senhorita Viana, eu receio que o Sr. Santos não esteja recebendo visitas. Por favor, é urgente. Me desculpe, mas as instruções dele foram muito específicas. Isabela sentiu seu coração afundar.
Eu posso eu posso deixar um bilhete para ele? A recepcionista assentiu com compreensão e Isabela escreveu com as mãos trêmulas. Alexandre, você está certo. Eu não sei se posso amar sem medo, mas eu quero tentar com você. Se você me der uma segunda chance, eu gostaria de te explicar porque eu reagi daquele jeito. Eu te amo, Bela.
Três dias depois, ela não havia recebido resposta. O dia do evento de inauguração chegou como uma tempestade inevitável. Isabela havia aperfeiçoado cada prato, treinado sua equipe e preparado tudo até o último detalhe. Mas seu coração estava partido, sabendo que ela teria que ver Alexandre e fingir que tudo estava bem.
A inauguração seria no próprio centro cultural que ele havia projetado, sua obra prima arquitetônica. Isabela chegou cedo para preparar tudo, esperando evitar encontrá-lo até o último momento. Mas quando ela entrou no prédio, ela ficou sem fôlego. O design era espetacular.
Linhas limpas que abraçavam a luz natural, espaços que fluíam organicamente de um para o outro. E no centro, exatamente onde as plantas mostravam, o espaço do restaurante com uma vista perfeita dos jardins. “É lindo, não é?”, disse uma voz feminina atrás dela. Isabela se virou para encontrar uma mulher elegante de cerca de 50 anos, claramente da alta sociedade. “Sim, é incrível.
Eu sou Victória Santos, a mãe do Alexandre”. Isabela sentiu sua respiração parar. “Eu eu sou a Isabela Viana. Eu sei perfeitamente quem você é.” Sorriu Vitória. “Meu filho não tem falado de outra coisa há meses.” “Ah, Vitória estudou o rosto dela, embora ultimamente ele esteja bem miserável. Você sabe algo sobre isso?” Isabela baixou o olhar.
Eu cometi um erro terrível. “Você quer me contar?” Ela não sabia porquê, mas algo na maneira calorosa como Victória a olhava a fez sentir segura. Ela contou toda a história, seu medo, sua reação ao restaurante, a briga, o silêncio. “Eu entendo”, disse Vitória quando ela terminou.
“Você sabe porque o Alexandre se tornou arquiteto?” Isabela balançou a cabeça porque quando ele tinha 8 anos, nós moramos em uma casa horrível por se meses. O pai dele tinha perdido o emprego e nós tivemos que nos mudar para um apartamento minúsculo e deprimente. O Alexandre me prometeu que um dia ele construiria casas lindas para que as famílias nunca tivessem que viver em lugares feios. Isabela sentiu seu coração se comprimir.
“Tudo o que ele faz, ele faz por amor”, continuou Vitória. Quando ele projetou seu restaurante, ele não estava tentando te comprar, ele estava tentando te dar as ferramentas para ser feliz, porque sua felicidade tinha se tornado a dele. “Eu preciso falar com ele”, Isabela sussurrou. Ele está no terraço do último andar, supervisionando os últimos detalhes.
Mas Isabela Vitória a segurou pelo braço suavemente. Não o machuque de novo. Meu filho é forte, mas até corações fortes podem ser partidos. Isabela subiu as escadas correndo, seu coração batendo tão forte que ela tinha certeza de que todo o prédio podia ouvi-lo. Ela encontrou Alexandre de costas para ela, olhando para a cidade se estender em direção ao horizonte. Alexandre, ela disse suavemente.
Ele se virou e Isabela viu que ele estava abatido, com olheiras profundas e uma tristeza em seus olhos que a partiu ao meio. Isabela, você recebeu meu bilhete? Sim. Por que você não respondeu? Alexandre suspirou, passando a mão pelo cabelo. Porque eu não sabia o que dizer. Eu precisei de tempo para pensar.
E a que conclusão você chegou? Ele a olhou diretamente nos olhos. que talvez você estivesse certa. Talvez nós sejamos muito diferentes. Não disse Isabela firmemente, se aproximando dele. Nós não somos. Somos diferentes, sim, mas isso não significa que não podemos funcionar juntos. Isabela, me deixe terminar. Ela o interrompeu. Eu tive medo. Medo de não ser suficiente para você.
Medo de que você percebesse que eu venho de um lugar mais simples. Medo de que você me deixasse como o Tomás fez? Alexandre franziu a testa. Quem é Tomás? Isabela respirou fundo. Meu ex-noivo, um chefe francês que me prometeu o mundo e depois me deixou por uma herdeira milionária duas semanas antes do nosso casamento.
A expressão de Alexandre se transformou em compreensão e depois em dor. Isabela, por que você não me contou isso antes? Porque dói e porque eu tinha medo de que se você soubesse o quão quebrada eu estou, você fugiria. Alexandre se aproximou dela, segurando seu rosto entre as mãos.
Meu amor, você não está quebrada, você está ferida, o que é muito diferente. E se eu soubesse disso antes, eu teria sido mais cuidadoso. Você pode me perdoar? sussurrou Isabela com lágrimas correndo por suas bochechas. Você pode me perdoar por não ter percebido que você precisava de mais tempo? Alexandre, eu te amo. Eu te amo tanto que me assusta. Eu também te amo.
Ele disse limpando as lágrimas dela com os polegares. E nós vamos encontrar uma maneira de fazer isso funcionar juntos. Quando eles se beijaram, Isabela sentiu que todas as peças quebradas em seu coração se soldavam novamente, mais fortes do que antes. O evento de inauguração foi um sucesso estrondoso.
A comida de Isabela recebeu elogios de críticos gastronômicos, investidores e figuras políticas. Cada prato foi uma sinfonia de sabores que representava perfeitamente a diversidade cultural do rio. Alexandre não se afastou de seu lado à noite toda, apresentando-a orgulhosamente como a chefe mais talentosa do Brasil, a cada pessoa importante que ele conhecia.
“Você está exagerando”, murmurou Isabela durante um momento de calma. Não estou exagerando nada”, ele respondeu, beijando a mão dela. “E para constar, a oferta do restaurante ainda está de pé, não como um presente, mas como uma oportunidade de negócio entre sócios.” Sócios? Eu entro com o espaço e o investimento inicial. Você entra com o talento e a visão. 50% dos lucros para cada um.
Isabela olhou para ele vendo a seriedade em seus olhos. Você está falando sério? completamente, mas só se você quiser, sem pressão, sem expectativas, apenas uma oferta de negócios de alguém que acredita no seu talento. Isabela sentiu lágrimas de felicidade nos olhos. Sim, ela sussurrou. Sim, eu quero fazer isso. Alexandre sorriu, levantando-a do chão em um abraço que a fez rir.
Mas há uma condição! Disse Isabela quando ele a colocou no chão. Qual? que você se case comigo primeiro. Alexandre ficou congelado. Isabela, você está me pedindo em casamento? Talvez. Ela disse, corando, mas mantendo seu olhar firme. Qual seria sua resposta? Sem dizer uma palavra, Alexandre se ajoelhou ali mesmo no meio do evento, tirando um anel que ele havia carregado no bolso por meses.
Isabela Viana, ele disse em voz alta, fazendo com que toda a festa parasse para olhar. Você quer se casar comigo? A multidão prendeu a respiração. Isabela olhou ao redor, vendo todos os olhos fixos nela, e sentiu uma calma perfeita preencher seu coração. “Sim”, ela disse, “alutto o suficiente para que todos ouvissem. Mil vezes sim.
” O lugar explodiu em aplausos enquanto Alexandre colocava o anel em seu dedo e a beijava apaixonadamente. Mais tarde, Vitória se aproximou deles com lágrimas nos olhos. Bem-vinda à família, filha”, ela disse a Isabela, abraçando-a forte. “Obrigada por criar um homem que sabe amar de verdade”, respondeu Isabela. E enquanto a festa continuava ao redor deles, Isabela e Alexandre dançaram lentamente, perdidos em seu próprio mundo, sabendo que haviam encontrado algo que valia todos os medos que eles tiveram que superar.
Os seis meses seguintes foram um turbilhão de preparativos para o casamento e a abertura do restaurante. Isabela havia decidido chamá-lo de Sabor do Nordeste Rio, mantendo o espírito do restaurante familiar, mas elevando-o a um novo nível. Tudo estava indo perfeitamente até duas semanas antes do casamento, quando Tomás apareceu inesperadamente no restaurante original.
Isabela ele disse com seu sotaque francês, tão bonito como sempre, mas com algo desesperado em seus olhos. Isabela congelou ao vê-lo. O que você está fazendo aqui, Tomás? Eu vim por você. Ele disse simplesmente, eu cometi o maior erro da minha vida quando eu te deixei. Isso foi há três anos disse Isabela, tentando manter a voz firme.
Eu sei que não passou um dia em que eu não me arrependa. Carlos, que estava observando da cozinha, se aproximou protetoramente. Isabela, tudo bem? Sim, Carlos, o Tomás já vai. Mas Tomás não se moveu. Deixe-me te explicar o que aconteceu. A bem, Brigitte Boss me chantageou. Ela ameaçou arruinar minha carreira se eu não terminasse com você. A família dela tinha conexões em todos os restaurantes importantes da Europa.
Isabela sentiu o mundo girar. O quê? Eu era jovem, ambicioso e um covarde. Eu pensei que poderia me casar com ela e depois te encontrar de novo, mas ela nunca me deixou te procurar. E agora? Disse Isabela com a voz trêmula de raiva. Agora você aparece e acha que isso muda alguma coisa. Isabela, eu sei que eu não tenho o direito, mas eu te amo. Eu sempre te amei. Tr anos.
Três anos, Tomás. Você sabe o que você fez comigo? Tomás se aproximou, tentando segurá-la pelas mãos. Eu sei e eu sinto mais do que você pode imaginar, mas nós podemos começar de novo? Não”, disse Isabela firmemente, recuando. “Nós não podemos. Eu amo outra pessoa agora”.
O arquiteto Tomás praticamente cuspiu as palavras. Eu vi as fotos nas revistas. Ele é de verdade ou só mais um homem rico que quer uma chefe como troféu? A porta do restaurante se abriu naquele momento e Alexandre entrou com seu sorriso habitual que desapareceu quando ele viu a tensão na sala. Tudo bem? Ele perguntou, se aproximando de Isabela.
Alexandre, disse Isabela, tentando manter a calma. Este é o Tomás. Tomás, meu noivo, Alexandre. Os dois homens se mediram. Tomás com sua arrogância característica. Alexandre com a tranquilidade de alguém seguro de si mesmo. Então você é o cara que vai se casar com a Isabela, disse Tomás. Exatamente, respondeu Alexandre, colocando o braço protetoramente ao redor de Isabela.
E você é o cara que a machucou. Eu cometi erros, admitiu Tomás, mas eu a conheci primeiro e você a perdeu disse Alexandre sem emoção. Por sua própria covardia, Tomás corou. A Isabela te contou isso? Ela me contou que você a abandonou quando ela mais precisava de você. Isso é o suficiente. Isabela sentiu uma onda de amor por Alexandre, vendo como ele a defendia sem humilhar Tomás.
Tomás, ela disse finalmente. Obrigada por me explicar o que aconteceu, mas isso não muda nada. O Alexandre é o amor da minha vida agora. Você tem certeza? Pressionou Tomás. Ou você está com ele por despeito. Eu estou com ele disse Isabela firmemente. Porque ele me ama exatamente como eu sou.
Porque ele confia em mim, me apoia e nunca me faria escolher entre ele e meus sonhos. Tomás a olhou por um longo momento, vendo a determinação em seus olhos. Eu espero que você seja feliz, ele disse finalmente derrotado. Eu sou, respondeu Isabela. Mais do que eu jamais pensei que fosse possível.
Depois que Tomás foi embora, Alexandre abraçou Isabela com força. “Você está bem?”, ele perguntou a ela. “Mais do que bem”, ela disse, olhando-o nos olhos. “Pela primeira vez, eu realmente fechei aquela porta.” “E como isso se sente?” Isabela sorriu sentindo uma liberdade que ela não experimentava há anos. Se sente como estar pronta para abrir uma nova.
Três dias antes do casamento, Isabela recebeu uma ligação que mudou tudo. Isabela disse a voz trêmula de Carmen. O pai está no hospital. Ele teve um infarto. Isabela correu para o hospital, onde ela encontrou toda a sua família reunida na sala de espera. Seu pai, o homem forte que havia construído o restaurante do zero, estava conectado a máquinas na terapia intensiva.
“Como ele está?”, perguntou Isabela, segurando a mão de sua mãe. “Estável, mas grave. respondeu o médico. Ele precisa de cirurgia, mas é arriscada. E depois meses de recuperação. Isabela sentiu seu mundo desabar. O que isso significa para o restaurante? Significa, disse sua mãe entre lágrimas, que você precisa tomar uma decisão. O restaurante ou o casamento? Mãe, eu não posso adiar o casamento de novo.
Nós já temos tudo reservado, meus convidados. O restaurante é nosso sustento, Isabela. Semu pai, nós não podemos cuidar dele sozinhas. Isabela se sentou, sentindo o peso do mundo em seus ombros. Alexandre chegou uma hora depois, tendo vindo diretamente do aeroporto onde ele estava supervisionando a chegada de convidados de São Paulo. “Como ele está?”, ele perguntou, abraçando-a.
Isabela explicou a situação para ele, as lágrimas correndo por suas bochechas. “Eu não sei o que fazer”, ela confessou. Se nós cancelarmos o casamento, nós perdemos todo o dinheiro. Mas se nós nos casarmos, o restaurante da família pode falir. Alexandre a olhou pensativo. Se você não tivesse que escolher, o que você quer dizer? E se nós adiarmos o casamento por apenas duas semanas até que seu pai esteja estável e, enquanto isso, nós contratamos um chefe temporário para cuidar do restaurante da família? Alexandre, nós não podemos
adiar tudo de novo. Claro que podemos, ele disse firmemente. Isabela, sua família é a coisa mais importante. Os convidados vão entender. E se não entenderem, então eles não deveriam estar no nosso casamento de qualquer jeito. Isabela olhou para ele, sentindo uma onda de amor tão intensa que a deixou sem fôlego.
Você faria isso? Você adiaria nosso casamento de novo? Eu faria qualquer coisa por você. Ele disse, beijando a testa dela. Além disso, assim seu pai poderá estar presente para te levar ao altar. Isabela chorou em seus braços, sabendo que ela havia encontrado um homem que realmente entendia o que significava o amor incondicional. A cirurgia de seu pai foi um sucesso e duas semanas depois, embora ainda em recuperação, ele estava bem o suficiente para ir ao casamento em uma cadeira de rodas.
Obrigado por esperar por mim”, ele disse a Isabela na manhã do casamento. “Obrigada por me ensinar o que significa lutar pela família”, respondeu ela, beijando a bochecha dele. O dia do casamento amanheceu ensolarado e perfeito. Isabela se vestiu na casa de seus pais, cercada por Carmen, sua mãe, e Vitória, que havia se tornado uma segunda mãe para ela. “Você está radiante”, disse Vitória, ajeitando o véu de Isabela.
Eu estou nervosa, admitiu Isabela. Por causa do casamento? Perguntou Carmen. Não, por causa do casamento. Por ser uma esposa boa o suficiente para o Alexandre. Sua mãe se aproximou, segurando as mãos dela. Filha, aquele homem te ama exatamente como você é. Você não precisa ser ninguém mais. Sua mãe está certa”, acrescentou Vitória. O Alexandre passou a noite inteira escrevendo os votos dele.
“Ele está tão nervoso quanto você.” Isabela sorriu, sentindo seus nervos se acalmarem. A cerimônia foi no jardim de uma fazenda histórica fora do rio. Quando Isabela apareceu no braço de seu pai, Alexandre ficou sem fôlego. Ela usava um vestido simples, mas elegante, seu cabelo solto, adornado, com as peônias que ele havia dado a ela em seu segundo encontro. Ela estava absolutamente radiante.
Quando ela chegou ao altar, seu pai entregou a mão dela para Alexandre com um sorriso. “Cuidea”, ele disse simplesmente: “Com a minha vida”, prometeu Alexandre. Os votos foram íntimos e emotivos. Isabela prometeu amar sem medo, confiar sem hesitar e construir uma vida cheia de risadas e aventuras. Alexandre prometeu ser seu refúgio nas tempestades, seu parceiro nos sonhos e amá-la exatamente como ela era pelo resto de seus dias.
Quando o padre os declarou marido e mulher, eles se beijaram com uma paixão que prometia décadas de amor por vir. A recepção foi uma celebração alegre, com comida preparada pela equipe de Isabela e dança até de madrugada. Mas o momento mais emocionante veio quando Alexandre entregou a Isabela um presente especial. “O que é?”, ela perguntou, desembrulhando uma pequena caixa.
Dentro havia as chaves de um apartamento e um bilhete, para que tenhamos nosso primeiro lar juntos. “Eu te amo, seu marido.” Isabela chorou de felicidade, sabendo que eles haviam chegado ao fim de um capítulo e ao começo de uma história completamente nova. 5 anos depois, Isabela e Alexandre estavam no terraço do apartamento deles, assistindo o sol se pôr sobre o rio Wend, sabor do Nordeste Rio.
Havia recebido sua primeira estrela, Micheline, e Isabela estava considerando abrir um segundo restaurante em São Paulo. Alexandre havia projetado vários outros edifícios icônicos no Brasil, mas seu projeto favorito continuava sendo o primeiro lar que eles haviam compartilhado, que ele havia reformado completamente para se adaptar às suas vidas entrelaçadas.
“Sabe de uma coisa?”, disse Isabela, aninhada em seu peito enquanto eles observavam a cidade. “Ok, meu amor, às vezes eu penso em como seria minha vida se nós não tivéssemos tido aquele encontro às cegas. Provavelmente você estaria casada com um chefe pretencioso e seria miserável”, brincou Alexandre. Isabela riu.
Ou eu estaria solteira, cuidando do restaurante da família, convencida de que o amor verdadeiro era um mito. “E o que você pensa agora?” Isabela se virou para olhá-lo, vendo as pequenas linhas que os anos haviam adicionado ao redor de seus olhos, o cabelo grisalho que começava a aparecer nas têmporas dele, e sentiu que seu amor por ele havia se aprofundado além do que ela havia acreditado ser possível.
Agora, eu penso que o amor verdadeiro não é um mito, mas também não é um conto de fadas. é trabalho, compromisso, perdão e a escolha diária de amar a mesma pessoa de novo e de novo. E qual é a sua escolha? Ele perguntou, embora ele já soubesse a resposta. Eu escolho você, disse Isabela, beijando-o suavemente.
Ontem, hoje, amanhã e todos os dias que vierem depois. Para sempre, sussurrou Alexandre contra seus lábios. Para sempre, ela confirmou. E enquanto as estrelas começavam a aparecer sobre o rio, eles sabiam que seu amor havia resistido a todas as tempestades e havia emergido mais forte. Eles haviam construído algo lindo juntos, uma vida cheia de paixão, respeito, aventuras e a promessa de que, não importa quais desafios viessem, eles os enfrentariam lado a lado.
A história deles demonstrou que às vezes os melhores amores são aqueles que te forçam a ser corajoso, a crescer e a acreditar que você merece ser amado exatamente como você é. E quando você encontra a pessoa que te ama incondicionalmente, que luta por você e que escolhe ficar mesmo quando as coisas ficam difíceis, você tem que se agarrar a esse amor com tudo o que você tem.
Porque esse tipo de amor, o que transcende as diferenças, supera os medos e se fortalece com cada desafio, é verdadeiramente para sempre. Yeah.
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